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Cultura

13 de julho: músicos compartilham suas histórias, rotinas e planos profissionais

Na próxima segunda-feira, é celebrado o Dia do Cantor e o Dia Mundial do Rock. A reportagem ouviu três artistas independentes, que contaram suas experiências e perspectivas diante da pandemia do coronavírus

Nesta segunda-feira, 13, celebra-se no Brasil o Dia do Cantor ou Dia do Vocalista. A data tem o objetivo de reconhecer e valorizar todos os profissionais que entretêm e levam cultura ao público por meio de sua voz. Na ocasião, também será celebrado o Dia Mundial do Rock, um dos gêneros mais importantes e influentes na história da música, iniciado em meados dos anos 50.

Para muitos, a música é um hobbie; mas para milhões de artistas em todo o mundo, ela é um meio de vida: no país, a profissão de cantor foi regularizada com a criação da Ordem dos Músicos do Brasil, por meio da Lei nº 3.857, de 22 de dezembro de 1960.

Alguns de forma mais técnica; outros de modo mais intuitivo: para os músicos, o ofício pode surgir de maneiras diferentes, mas com uma paixão em comum: a arte. Com sua voz, eles encantam nos palcos e casas de show Brasil afora, compõem, tocam instrumentos, performam, mas agora, têm um novo desafio: estar longe do público e adaptar a forma de se conectar com as pessoas por meio da música.

Com a pandemia do coronavírus, o setor de eventos foi um dos primeiros a ser paralisado e deve ser um dos últimos a retomar suas atividades em virtude do distanciamento social. Para ouvir as experiências dos profissionais dessa área, o Jornal Em Dia ouviu três músicos independentes, de gêneros diferentes: Leo Lanutte, Luciana Venâncio e Cássio Centini. Confira:

LEO LANUTTE, 27 ANOS

Atuando profissionalmente no ramo da música há cerca de oito anos, o jovem Leo Lanutte, de 27, se considera um autodidata no segmento. Além de compor, Leo canta e toca violão, mas dispensa rótulos para definir o gênero musical com o qual se identifica. “Eu gosto de ter a liberdade de passear entre vários gêneros da música, mas se fosse para definir diria que é um ‘pop-mpbista e R&B’”, descreve.

Atualmente, atua na Região Bragantina e, antes da pandemia do coronavírus, se apresentava ao público com canções covers e autorais. O gosto pela música e pelas artes veio cedo, desde criança. “Com 12 anos, eu aprendi a tocar violão de maneira autodidata, após me inspirar no meu irmão mais velho, que tinha uma banda de reggae. Lembro que na primeira vez que peguei um violão, fiquei intrigado com a vibração das cordas e a sensação que aquilo me passava. Desde então, não parei mais, sempre que gostava de alguma música, eu passava horas tentando ‘tirar’ o som. Quando completei 16 anos, comecei a compor minhas próprias canções, com 18 anos, comecei a tocar em bares e casas de shows com bandas, hoje, atuo em carreira solo apresentando covers e canções autorais”, relata.

As principais inspirações do artista vêm da Música Popular Brasileira. “Me inspiro em cantores como Lenine, Djavan, Cazuza, Tim Maia, Milton Nascimento e Charlie Brown Jr. Costumo dizer que foram eles que me ensinaram a tocar violão, pois passava horas ouvindo e aprendendo as músicas”, relembra.

Apesar de ter estudado técnicas musicais, Leo baseia seu trabalho na intuição. “Eu cheguei a estudar violão clássico, mas confesso que não era muito o meu estilo. Apesar de gostar muito de música clássica, nunca fiz aula de canto, meu trabalho é pautado mais pelo feeling e a intuição”, conta.

A liberdade, aliás, pode ser definida como a principal característica do trabalho do músico, o que faz falta em sua rotina diante da pandemia. “Eu fiquei chateado por não ter a liberdade de ir e vir, tocar para um público ao vivo, ou fazer um som com os amigos me faz muita falta”, diz.

No entanto, ele afirma que tenta focar sempre “nas coisas boas” e que o isolamento é uma oportunidade para reflexão. “Sempre busco inspiração nas coisas, acho que o isolamento social nos dá a oportunidade de desacelerar e ter um olhar mais atento e humanizado para com a vida”, pondera.

Explorar as redes sociais já fazia parte do seu trabalho antes desse cenário, mas agora, com o distanciamento, tem sido a principal forma de se aproximar das pessoas. “Apesar dos pesares, as redes sociais têm me ajudado bastante, me mantendo motivado e tendo contato, ainda que virtual, com outras pessoas e artistas”, fala.

A arte, a propósito, o tem ajudado a superar esse período difícil. “Ela sempre foi meu porto seguro, sempre me expressei melhor pela música. Quando estou triste, ela me conforta, quando alegre, ela transborda”, explica, afirmando que, para ele, a música tem um significado muito especial. “Para mim, a música significa transformação, cura e espiritualidade. O que mais gosto no ramo é o jeito que a música toca o coração das pessoas, cria uma conexão muito poderosa. Quero levar às pessoas empatia, amor, felicidade – sem medo de expor as fragilidades da vida”.

Sobre o mercado musical brasileiro, ele opina: “Às vezes, o mainstream se torna impenetrável se você não tem influência ou poder aquisitivo, vejo tantos artistas talentosos sem oportunidade enquanto outros artistas mais vendáveis são empurrados ‘goela abaixo’ para a massa consumir”. A nível regional, Leo vê a cena artística com bons olhos. “Acho legal a oportunidade que bares e casas de shows dão para todos os gêneros musicais, isso antes da pandemia, é claro. Admiro também o projeto [Cultura On-line] que a Secretaria de Cultura de Bragança fez para auxiliar artistas nesse período tão difícil para todos nós”, completa. 

Para que os artistas tenham mais destaque, ele defende que é preciso haver mais incentivo público e privado, bem como apoio por parte do público. “Acredito que é preciso apoio institucional, cursos acessíveis para os profissionais aprimorarem suas técnicas e muita força de vontade para continuarmos nessa caminhada. Tenho certeza de que nessa quarentena você assistiu alguma live do seu artista favorito; mesmo sendo uma das classes mais afetadas, nós seguimos reverberando amor e esperança a todos com nossas músicas”, comenta.

Em breve, Leo Lanutte deve lançar seu primeiro single e, depois da quarentena, o plano é o lançamento de seu primeiro EP. Para ele, datas como o próximo dia 13 de julho são muito significativas. “Esse dia deve ser comemorado sim, é muito importante sempre relembrar como a arte e cultura influencia nossa vida”, observa.

Ele encerra convidando o público a conhecer seu trabalho, neste momento, por meio das redes sociais (@leolanutte no Instagram e no canal “Leo Lanutte”, no YouTube) e deixa uma mensagem de otimismo a todos que o acompanham e, assim como ele, são apaixonados por música. “Quero que as pessoas que me acompanham se sintam acolhidas, mostrar que elas não estão sozinhas nessa caminhada. Deixo aqui meu abraço cósmico a todos os meus colegas de profissão, público e demais amantes de música”, conclui.

LUCIANA VENÂNCIO, 50 ANOS

Luciana Venâncio tem 50 anos, é cantora e produtora desde 1992, mas se tornou mais conhecida pelo público bragantino no ano passado, quando lançou o show “Fascinação”, um tributo a uma das principais cantoras da Música Popular Brasileira, Elis Regina. Além disso, Luciana pesquisa sobre mídias digitais e é voluntária como regente do Coral Mokiti Okada de Bragança Paulista.

O gosto pela música veio cedo, desde criança. “Fiz iniciação musical com aulas de piano aos oito anos de idade e aprendi a cantar com minha mãe”, relata, pontuando suas principais inspirações musicais. “Tive como grandes inspiradores os cantores Freddie Mercury, Gal Costa, Benito di Paula, Beth Carvalho, Alcione, Maria Betânia, Ney Matogrosso, Elis Regina e Marisa Monte”.

Apesar de ter tido uma formação técnica, Luciana baseia seu trabalho na intuição e no amor pela arte. “Tive uma iniciação musical, que me permite ter um pouco de técnica e sei ler música, mas o que me move é a experiência de viver a música, ouvia muita música desde criança, para o canto, a audição é primordial. Você precisa de técnica em alguns momentos, mas a emoção e a interpretação é o que eu mais uso. Sinto em não ter investido mais cedo nos estudos da arte, minha formação acadêmica é em Direito, mas nunca exerci, pois já cantava quando era estudante e me formei para não contrariar minha mãe, que acreditava que seria uma segurança para mim. Ter uma segunda profissão foi um pedido dela para que eu tivesse a permissão de viajar e fazer shows”, relembra.

Luciana diz que gosta de música em geral, desde que ela tenha uma boa letra e melodia harmoniosa. “A música, para mim, precisa tocar a alma de quem ouve e elevar esta pessoa, esta é a missão da arte. Elevar o nível do ser humano. Sendo de alto nível, canto qualquer estilo. Não me preocupo muito com rótulos, gosto de surpreender e inovar sempre”, fala.

No início da pandemia, a cantora conta que foi pega de surpresa e ficou indecisa sobre o que fazer. “Fui pega em meio a uma turnê, com anúncios de que os teatros seriam fechados, estava na região onde teríamos shows na sexta-feira e no sábado, seria o último final de semana em funcionamento, mas, diante de notícias na TV sobre a pandemia, o público ficou com medo e tivemos uma presença muito baixa nos dois dias, o que nos causou muito sofrimento. Diante disso, já comunicamos com as cidades que estavam programadas e até agora estamos aguardando definições sobre a reabertura, pois mesmo havendo uma data prevista para o final de julho, não podemos arriscar o público e a nós mesmos, viajando sem nenhuma certeza de controle da doença”, revela.

Durante a quarentena, a artista tem participado de iniciativas on-line e realizado lives em seu canal do YouTube. “Tenho feito muitos contatos, conheci muitos compositores e artistas, fiz duas lives e estou programando a terceira para o Dia dos Pais, em 9 de agosto, que será transmitida pelo meu canal do YouTube às 19h, conforme a maioria do público pediu. Vou iniciar um bate-papo diário com artistas de vários segmentos, dando continuidade à criação do projeto ‘Toda Forma de Amar’, em que neste mês vamos falar sobre o amor à arte. As entrevistas serão transmitidas ao vivo também pelo YouTube diariamente às 19h”, explica, contando como tem tentado manter a mente ocupada nesse período. “Estou produzindo, curtindo a família, orando diariamente com transmissão on-line, ajudando quem precisa e me informando sobre as novas possibilidades de criar e promover eventos culturais. Também estou estudando sobre novos formatos de shows que em breve, se conseguirmos parcerias que nos permitam executar, o público poderá contar com um entretenimento seguro e os artistas com uma opção de retorno às atividades”.

A cantora também faz parte do projeto Solidariedarte, que visa a arrecadar recursos para artistas da região durante a pandemia. “Gravei, nessa terça-feira, 7, a música do projeto, que se chama ‘Sinta Alegria’, composta por Lyanna, uma jovem nordestina, que irá beneficiar vários artístas de Bragança Paulista e região, está em fase de mixagem e logo vamos divulgar as plataformas que o público poderá baixar”, entrega.

Música, para ela, é um dom recebido, sem o qual não se imagina vivendo, já que essa arte a motivou em diversos momentos difíceis. “A arte é o dom que recebi de Deus, não quero me imaginar vivendo sem ela, pois o que tem me motivado a levantar esses dias e ficar trabalhando por horas é a música. Já vivi um período de luto, após a morte de minha mãe, em que eu me afastei dos palcos por seis anos e tentei exercer outras profissões, mas vivia depressiva e não podia demonstrar isso, pois tinha meu filho pequeno e, em 2006, nasceu meu caçula, tinha que dar conta de cuidar deles, era o que me movia. Mas em 2011, decidi que iria voltar aos palcos, então regravei músicas que me levavam à minha memória musical, dei o título de ‘Outra Vez’ ao CD que me trouxe de volta para a arte e daí em diante não parei mais de cantar”, recorda-se.

O que ela mais gosta nesse ramo é o contato com o público. “Encontrar com pessoas, conhecer novas culturas e receber o sorriso e aplausos do público que demonstra a alegria ao me ouvir cantar, isso para mim é a resposta de que consegui cumprir minha missão. Manter as pessoas com sanidade mental e em contato com a arte é o que quero proporcionar”, declara.

Em sua opinião, no entanto, a música hoje está sendo tratada mais como mercadoria do que como arte. “Isso me causa certa preocupação, mas não me impede de querer fazer mais arte do que produto comercial. Claro que para viver de arte, é preciso comercializar a obra, mas que esta seja tratada como arte sem perder sua essência”, opina.

Para Luciana, é preciso que haja mais incentivo no segmento cultural e mais valorização à classe por parte da sociedade. “A população, em sua maioria, não vê o artista como um profissional de arte, seja cantor, músico, compositor, ator etc, a menos que ele seja famoso. O artista anônimo, aquele que se apresenta em sua região e que não está nas grandes mídias, é tratado com indiferença. Por isso, acredito que as grandes empresas deveriam investir em arte, já existem as leis de incentivo que ajudam os artistas a conseguirem patrocínios, mas ainda são pouco abrangentes”, pontua.

Para ela, o dia 13 de julho é uma forma de homenagear a todos os profissionais do segmento musical e refletir acerca de sua importância. “As datas e celebrações são uma forma de homenagear e lembrar algo, trazer à tona. Mas o mais importante é ter um dia de reflexão, sobre o que está sendo homenageado, é permitir melhorias, relembrar lutas e valorizar o que se está homenageando”, defende.

Após a pandemia, ela revela quais seus planos profissionais. “Quero voltar com o projeto ‘Toda Forma de Amar’, com as músicas que foram inspiradas em lindas histórias de amor, em todos os sentidos da palavra amor. Além disso, pretendo dar continuidade ao projeto Fascinação – Tributo a Elis Regina, que tem datas prorrogadas em algumas cidades”.

Por fim, Luciana deixa uma mensagem a todos que acompanham sua carreira, bem como aos seus colegas de profissão, e convida o público a conhecer seu trabalho nas redes sociais (@lucianavenancio_oficial, no Instagram, @lucianavenancioofical, no Facebook e no canal “Luciana Venâncio”, no YouTube). “Quero deixar meu maior abraço a todos que me seguem e acompanham minha carreira e desejar a todos meus colegas de profissão muita luz, coragem, inspiração e sabedoria para cumprirmos juntos nossa missão. Acreditem em vocês”, encerra.

CÁSSIO CENTINI, 53 ANOS

Cássio Centini tem 53 anos e é músico há 35. Paulista, reside em Bragança desde 1968, e aqui fez longa carreira no ramo musical. “Comecei como intérprete da Faculdade do Samba Dragão Imperial, participei da banda Macktub, junto com Altemar Dutra Júnior, como crooner, trabalhei como dueto por 15 anos no Classic Duo, voz e violão, tocando clássicos nacionais e internacionais, fui vocalista da banda Novo Tempo, que se tornou banda Impacto Total, e atualmente, sou vocalista das bandas Babilônia, de rock nacional, e Bagagem Sonora, de rock internacional. Também faço trabalhos com a Família Lencini e a Absoluta Formaturas”, conta.

O rock, segundo o artista, é a sua principal influência musical. “Da minha infância até a adolescência, o rock era o caminho para todos que curtiam música, sendo assim, minha influência é baseada nos anos 70 e 80, desde as bandas progressivas até os gêneros de rock da década de 80”, explica, contando que se considera um autodidata na profissão. “Fui estudando quanto às técnicas e me aperfeiçoando com o tempo e a experiência adquirida”, relata.

Para Cássio, que também trabalha como assistente administrativo, a classe dos músicos foi uma das mais prejudicadas pela pandemia. “O músico depende de aglomerações, de casas cheias para sobreviver, quanto a uma saída para isso, não consigo encontrar, mesmo que fôssemos músicos de rua, o que acho sensacional você estar passeando numa praça e ver um músico tocar, nas ruas também não se pode ter aglomerações. Mais uma vez, o músico está sem o seu espaço para mostrar seu talento”, opina.

Ele revela que sente falta de atuar com música neste momento, em eventos e demais ocasiões, mas aproveita o tempo livre para aprimorar sua formação. “Enquanto passamos por tudo isso, aproveito o tempo de folga para ficar no meu home studio estudando, ouvindo músicas, e vendo o que está acontecendo nessa atmosfera musical”, fala.

Estar longe da música não está nos seus planos, pois ela tem significado muito especial em sua vida. “A música representa na minha vida basicamente tudo que tenho de bom, minha família, na qual somos envolvidos, os meus amigos, numa grande maioria, conheci por meio da música, e o ato de cantar é um dom com o qual se tem que ter cuidado, pois quando cantamos, o nosso objetivo é passar algo de bom para quem nos ouve, passar momentos bons a quem está à nossa volta. A música em si, em qualquer situação, realiza sonhos, daqueles que se tornam famosos, daqueles que não se tornam famosos, como eu, daqueles que gostam de arranhar um violão ou cantar num karaokê”, diz, ressaltando o caráter democrático dessa arte. “Acho bacana as pessoas postando vídeos nas redes tocando e cantando. Alguns saem legais e alguns não, mas tudo certo, a liberdade de expor algo que queremos é democrática”, completa. 

No entanto, tamanha liberdade tem dado cada vez mais espaço à falta de qualidade, em sua visão. “O mercado musical, no meu ver, está se perdendo na qualidade, os empresários não se preocupam com a qualidade da música e sim com o visual do músico, talento é segundo plano. Isso começou na década de 80, hoje vemos que a cultura musical no Brasil está sendo o funk, não aquele funk americano representado por grandes bandas como Kool & The Gang, Wind and Fire... O funk que estou citando é esse funk carioca, em que as pessoas enriquecem com a música sem ao menos estudarem música. A maioria delas é totalmente desafinada e sem ritmos, mas, infelizmente, enquanto tiverem pessoas que consumam, terão pessoas que vendem”, defende.

Para ele, a profissão de músico não é tão valorizada quanto deveria, por isso, é necessário que haja mais incentivo e um consenso entre as partes envolvidas. “Para isso, deveriam os dois lados se estreitarem, tanto o lado do artista quanto o lado empresarial: o empresário parar com aquele pensamento de que o músico deve tocar de graça ver se o serviço é bom e o músico saber rever seu cachê, pois precisa saber se o local comporta pagar o que está pedindo”, argumenta. 

Cássio acredita que, apesar de importante, o Dia do Músico não deve ser uma data para que os profissionais se envaideçam, já que esse é um ofício como todos os outros. “Às vezes, menos é mais, pois a profissão de músico está bem perto de se cultuar a vaidade, isso é perigoso demais, pois muitos de nós, que tocamos na noite ou num restaurante, achamos que somos a atração principal; para mim, isso não procede, pois um músico que toca num restaurante ou um hotel não é nada mais que um garçom, um cozinheiro ou lavador de pratos. Somos iguais e fazemos a nossa parte para o local dar certo”, afirma.

Depois da pandemia, Cássio pretende voltar a trabalhar musicalmente. “Isso para mim é divino e me ajuda muito”, entrega, encerrando com uma mensagem a todos os seus colegas músicos, que estão passando pelas mesmas dificuldades. “Gostaria de deixar, nessa data comemorativa, um grande abraço a todos os meus amigos, principalmente àqueles com quem trabalho junto, e dizer que isso é só uma fase e tudo voltará ao normal. Quem sabe nessa pandemia nós possamos rever alguns conceitos quanto a nossa profissão e tentarmos melhorar a nossa eterna luta de fazer um mundo mais bacana”, finaliza.

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