O Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, tem raízes nas lutas das mulheres operárias da Europa e Estados Unidos da América. Pesquisadores defendem que nessa data ocorreu a primeira manifestação de mulheres na história, proposta pela alemã Clara Zetkin durante reunião da Segunda Conferência Internacional de Mulheres Socialistas. A proposta era chamar atenção dentro do movimento sindical para a luta feminina.
Em 23 de fevereiro de 1917 (8 de março no calendário gregoriano), um grupo de operárias saiu às ruas para se manifestar contra a fome e a Primeira Guerra Mundial, movimento que deu início à Revolução Russa. Somente em 1975 a data foi oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU), para lembrar as conquistas políticas e sociais.
Após 103 anos, a luta é a mesma: as trabalhadoras ganham em média 20,5% menos que os homens no País, segundo estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); têm jornada semanal de 3,1 horas a mais do que a dos homens considerando o tempo dedicado ao emprego e ao cuidado da casa e de seus moradores, segundo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua); aumento de 4% no número de assassinato de mulheres por violência doméstica e discriminação de gênero, o feminicídio, entre 2017 e 2019, somando um caso registrado a cada quatro minutos, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública de 2019.
Para entender porque continuamos na mesma, é preciso aceitar que a liberdade das mulheres não sobrevive sem uma sociedade democrática. Não se trata de tomar lados e defender ideologias, mas, sim, tocar pessoas que possam multiplicar o respeito, dignidade e igualdade de direitos a todos, pois é no respeito à mulher como indivíduo livre que nascerá uma sociedade mais justa.
A situação no País nunca foi tão caótica e vergonhosa, temos um presidente da República que parece nunca ter saído do fundão da 5ª série, utiliza de seu cargo para insultar o povo com piadinhas a uma jornalista com “furo de reportagem”, entrega bananas à imprensa e convoca manifestações contra o Congresso Nacional e o Poder Judiciário; uma ministra lunática especialista em aparecer para fazer cortina de fumaça; um ministro que ataca empregadas domésticas e assim as instituições tem total chancela de não respeitar a imprensa, considerada o 4º poder, regulador e fiscalizador.
É válido ressaltar que enquanto o brasileiro comum que trabalha, estuda, cuida da família e paga as contas em dia, não perceber o cerceamento de direitos, nada vai melhorar, pois primeiro a barbárie chega às minorias: pobres, negros, LGBTQ’s, índios, umbandistas e afins, mulheres e, por fim, chegará a você.
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