Alexandre Padilha visita Bragança Paulista e fala de propostas para o governo estadual

O ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esteve em Bragança Paulista nessa sexta-feira, 23. Pré-candidato a governador do estado, ele foi recebido pelo prefeito Fernão Dias da Silva Leme e demais autoridades no Hotel Villa Santo Agostinho.

Padilha comentou sobre algumas propostas que pretende implantar caso seja eleito governador.

Dentre elas, ele mencionou que a região tem grande potencial turístico, mas que três ações são fundamentais para que o setor seja impulsionado. “Para o turismo crescer, ele depende fundamentalmente de questões que só o governo do estado pode fazer”, disse, apontando a segurança pública, a formação dos trabalhadores e o incentivo para o empreendedor como propostas que pretende desenvolver à frente do governo estadual.

Padilha considerou que diferentemente de outros setores, no turismo, não se pode substituir mão de obra por máquinas. “Se tem uma atividade econômica que gera emprego é o turismo. Diferente da agricultura mecanizada, que você coloca uma máquina e substitui as pessoas. Diferente da indústria, que a própria tecnologia substitui a mão de obra dos trabalhadores. No turismo, ninguém quer entrar num hotel ou num restaurante e ser atendido por uma máquina, é um atividade que depende muito do trabalho humano. Por isso que o turismo é uma das atividades que mais gera emprego”, explicou.

Como ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha destacou que a implantação do Programa Mais Médicos, pelo governo federal, possibilitou a redução das filas nos postos e hospitais. Na opinião dele, 80% dos problemas de saúde podem ser resolvidos nos postos. O pré-candidato ao governo paulista disse que a meta agora é diminuir as filas de cirurgias e de exames, o que “só o governo estadual pode fazer”.

Antes de vir a Bragança, Padilha passou por Joanópolis, onde visitou a Represa Jaguari/Jacareí, que sofre com a seca há alguns meses. Ele contou que em 2004, “quando foi feita a renovação de outorga do Sistema Cantareira, a Sabesp se comprometeu a realizar um conjunto de obras para reduzir a dependência do sistema e nenhuma dessas obras foram realizadas”. O ex-ministro acrescentou que essa grave crise de falta de água pode comprometer o desenvolvimento do estado e que os alertas feitos pelo PT (Partido dos Trabalhadores) não foram ouvidos pelo governador Geraldo Alckmin, do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira).

O Jornal Em Dia questionou Padilha sobre os planos que ele tem para a Educação. “O atual governador é governador ou vice-governador desde o século passado. O século virou, novas tecnologias surgiram, novas formas de ensinar apareceram, mas a escola pública da rede estadual continua no século passado. Nos últimos 20 anos, São Paulo só perdeu posições se comparado com outros estados do país, em relação à qualidade da educação. Então, em relação à Educação, é mudar ou mudar! Ou mudamos o presente da escola pública estadual ou iremos comprometer o futuro de milhares de jovens paulistas”, respondeu.

Alexandre Padilha adiantou que pretende firmar parceria com todas as universidades públicas do estado e criar uma academia para formar os professores. A intenção, segundo ele, é valorizar os profissionais, melhorando sua remuneração, e criar condições para que eles proporcionem aprendizado aos jovens.

Outra ação que o PT pretende implantar nessa área é o fim da aprovação automática. “Iremos acabar com a chamada aprovação automática, que para mim é muito mais uma “empurração” automática que existe hoje. Queremos garantir que nossos jovens aprendam na escola pública estadual”, resumiu.

O ex-ministro também comentou o fato de o PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro), que é da base aliada no governo federal, lançar candidato próprio ao governo estadual. “A conversa (com Paulo Skaf) é a melhor possível. O que tem é um jogo combinado, não há divisão. Depois de 20 anos, o estado de São Paulo, que é governado pelo mesmo partido, vai ter a grande oportunidade de ter mais de uma candidatura. Isso vai ser bom porque cada candidatura vai apresentar propostas para o estado, propostas para cada região, temas que envolvem todo o estado, o que vai alimentar o debate político, democrático. Tudo isso é muito positivo para o estado de São Paulo. Da nossa parte, nunca vai existir qualquer postura de desrespeito, ou de agressão, ou de ataque, não só ao candidato do PMDB e do PSD, que são partidos da base aliada da presidenta Dilma, mas também teremos uma postura de muito respeito e educação em relação ao atual governador do estado. O mesmo não acontece com as pessoas escaladas pelo governador para fazer ataques aos nossos debates”, declarou.

Sobre a eleição, que ocorrerá em outubro, Padilha se disse muito confiante. Na coordenação da Caravana Horizonte Paulista, ele contou que tem conversado com muitas pessoas e até lideranças políticas que estão desiludidas com o atual governador, haja vista que acreditaram em suas promessas, há quatro anos, mas elas não se concretizaram. “Estou extremamente otimista. Sinto cheiro de mudança no estado de São Paulo, uma vontade de mudança e vontade de darmos um salto, uma evolução em relação ao que São Paulo já foi e o que ele pode ser”, concluiu.

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