Falar de amor quando se fala em mãe pode soar redundante, um clichê daqueles. Para além dos sentimentos mais primitivos, falar de mãe é falar de nós mesmos. É falar de vida, de história, de laços. Do vínculo mais puro e tenro que se pode existir entre as relações – sejam elas humanas ou não.
Todo mundo diz que mãe é “tudo igual”, mas elas têm, sim, muitas diferenças – de personalidade, de modos de criar seus filhos, de administrar sua carreira, seus relacionamentos... Mas é preciso reconhecer que elas também têm muito em comum – e é isso que as torna mães.
O instinto protetor, a repreensão na medida certa, a fala cirúrgica, a fortaleza nos momentos difíceis, o colo quente e sempre pronto, o bolo de cenoura e a mesa posta, o sorriso largo e o abraço apertado, as muitas renúncias... Depois é que crescemos que entendemos que nossas mães nos falam muito mais sim do que não.
Que toda a preocupação excessiva, que tanto nos incomodava, nada mais era do que amor e cuidado transcendendo pelos poros. Que todas as orientações, as “intromissões”, a presença irritantemente constante e as opiniões sobre tudo sempre foram uma forma de nos mostrar que não somos sozinhos neste mundo. Que bom que depois de um tempo conseguimos perceber isso (e muitas vezes, repetimos os mesmos comportamentos com os nossos filhos).
Mãe, seja qual for o tipo da sua, é quem nos apresenta o primeiro manual da vida. Ele começa básico, ainda na barriga, onde tudo é fácil pra nós; em seguida, vêm as primeiras palavras, os primeiros passinhos, o ba-be-bi-bo-bu – e a cada pequena conquista, elas vibram como um gol de final de Copa do Mundo.
Depois, as coisas vão ficando mais difíceis, vêm a rebeldia da adolescência, a frieza do adulto, o turbilhão de coisas do dia a dia que põe pessoas e sentimentos em segundo plano. Adivinhe o que muda para elas? Absolutamente nada. Mães serão sempre mães, devotas aos seus filhos, pronta pra ouvi-los, recebê-los e ampará-los. Sem julgamentos.
Amor de mãe é potência máxima. É compartilhar, semear, florir... É leveza, mas também é bronca, firmeza (sem jamais perder o afeto). Como pode? Elas podem... já reparou que mãe consegue tudo? Elas sempre sabem o que fazer e o que dizer naquele momento em que o mundo parece ter desabado sobre nós.
Acho que dá pra dizer que elas são superpoderosas. Super amorosas. Supergenerosas. Superssábias. Superdedicadas. Super tudo. O erro? Talvez o de nos amar muito mais do que merecemos. De nos perdoar quantas vezes forem necessárias. De tentar com toda a paciência do mundo nos ensinar a não repetir os mesmos erros primários de sempre.
Não sem dores, nem sem culpas, as mães estão aqui para nos mostrar o poder transformador do cuidado, da doação genuína, de dar sem querer nada em troca. Mãe é mãe, isso basta. Criação inspirada de Deus, elas devem ser anjos disfarçados nos quatros cantos da Terra para levar a mensagem de amor do Criador e irradiar luz e beleza por onde passam, tornando os nossos muitos fardos do cotidiano mais leves.
Por isso, neste Dia das Mães, não deixe de mostrar à sua o quão valiosa ela é. Abrace, beije, mime, envie cartas, presentes, faça homenagens, dê flores em vida, ria com ela, faça piadas bobas, leve a para almoçar ou fazer compras. Se nada disso for possível, não se esqueça de agradecê-la pela dádiva da vida e da criação.
A todas as mães que nos leem neste momento: como nos mantras, nós somos porque vocês são. Absolutamente nada do que se conhece como vida hoje seria possível se não fosse a sua coragem, a sua força e, sobretudo, o seu amor profundo, verdadeiro, incondicional – que nutre, resgata e salva.
Obrigado por todas as vezes que vocês nos salvaram (não foram poucas) e por ajudar a construir nosso eu sem perder o entusiasmo, a esperança e a alegria (nessa vocês são mestres!) Por conciliarem jornadas e papéis múltiplos com brilho no olho, sorriso no rosto e muito, mas muito amor no coração.
A todas vocês, parabéns por assumir com nobreza essa missão e por transmitir aos seus valores e princípios que ecoarão pela eternidade.
Feliz Dia das Mães!
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