Travessa como é, Aninha conseguiu juntar concentração suficiente para, de mãozinhas apoiando o queixo, pensar no Ano Novo.
E pensou logo em bolo de chocolate, banho de chuva, beijo e poesia.
Não, ela, em sua inocência pueril, não pensou em trabalho, contas, medos ou inseguranças bobas, isso é coisa de adulto que desaprendeu a confiar.
Aninha pensa é no que faz seu coração vibrar e seus olhinhos brilharem, o resto, ah, o resto ela deixa por conta dEle e sua providência infalível.
Aninha, de repente, muda a posição dos bracinhos, que antes davam apoio ao queixo, agora, ela os abaixa e une as mãos...
Aninha lembrou-se de agradecer, não pelo Ano Novo, mas pela novidade de cada dia, e pelas oportunidades que cada dia lhe traz.
Aninha está feliz, não pelo Ano Novo, mas porque viver é sempre novidade!
Aninha deseja que você, neste novo ano, faça-se novo quantas vezes julgar necessário, e que encontre em sua alma a força sempre necessária para esses recomeços irremediáveis.
Deseja ainda que enfrente seus medos, por que é assim que a coragem nasce, do medo.
Deseja que você se aventure e aprenda algo que sempre teve vontade, e para isso, lembre-se de ir com medo mesmo. Sim, aquele mesmo que pare a coragem.
Que você entregue e receba amor, na mesma proporção. E quando essa reciprocidade não acontecer, que saiba retirar-se de cena.
Que você reconsidere suas opiniões, sem jamais macular sua essência.
Que você seja forte, sem negligenciar a doçura.
Que se permita descansar, dizer não e priorizar-se.
Que você avance, retroceda, avance novamente, mas nunca desista. Desistir é como morrer aos poucos.
Que haja paz em seu caminho, que você a construa com suas atitudes e palavras, e também com seu silêncio.
Que não lhe faltem os alimentos que nutrem o corpo, nem aqueles que nutrem a alma.
Que tudo siga cooperando para seu bem, que o bem prevaleça a despeito do ódio e do desamor.
Que seu ano seja lindo! E que ao longo dele você possa lembra-se de quando era uma criança e também una suas mãozinhas em agradecimento.
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