Sob o título acima, o escritor Fábio Siqueira do Amaral, presidente da Associação de Escritores de Bragança Paulista, lança mais um livro para enriquecer seu vasto caminho literário, composto por peças teatrais, livros de contos, infantis, de trovas e de poemas e, principalmente de romances, carro chefe da bibliografia do autor.
A literatura de Fábio é visceral. Nos seus textos, a emoção está sempre à flor da pele, não dá para passar por ela indiferente, assim como não dá para não reconhecer os muitos desvãos da mente humana.
Neste romance, Aplausos para uma atriz, não foi diferente. O palco, a coxia, o entorno e o submundo do teatro estão presentes com tudo que têm de melhor e de pior. Fábio, que atuou no meio teatral da capital paulista durante muitos anos, conhece muito bem o terreno que descreve no livro. Nada nesse romance é por acaso. Nem o ambiente, nem os personagens, muito menos as situações, apesar de se tratar de ficção.
É bem possível que o leitor, eventualmente, reconheça um ou outro personagem. Ou todos!
– Um diretor que se deixa encantar e manipular por uma atriz canastrona: Voltava doce e chorosa, aquela desgraceira não iria se repetir mais. E jurava, jurava, jurava;
– Um jovem talentoso que abre mão do sucesso, mas não de seus princípios e, por que não dizer de seus preconceitos, acaba se deixando dominar pelas drogas, sofrendo as consequências de sua escolha: Viu-se de fora para dentro, como num polido espelho de cristal. Ele não era isso que diziam. Jamais pretendera ser o que estava sendo em plena inconsciência. No momento achou-se o feliz mais infeliz. A vergonha invadiu-lhe as profundezas da mente... Nem sequer imaginara que sua vida particular pudesse ser motivo de falatório...
Mas que o leitor não se engane imaginando que este é um livro de fácil digestão, não é. Muito além das fofocas de palcos e bastidores, é uma leitura de suspense e ação. E de incríveis reviravoltas.
Aplausos para uma atriz é um livro sobre o amor. Sobre o amor, sobre o afeto e suas variáveis. O amor que comanda as ações, a vaidade que o corrompe e que, ao mesmo tempo, cria as amarras.
Desfrutem da leitura!
Em tempo: eu ainda preciso dizer que me senti muito homenageada pelo Fábio ao dar meu nome a uma personagem do livro e ainda citar meu romance Quase nada de azul sobre os olhos.
LANÇAMENTO
Dia 23 de março, das 16h às 20h, na sede da Ases (Associação de Escritores de Bragança Paulista) – Rua Cel. Leme, 35, no Centro.
Texto por Henriette Effenberger, diretora de eventos da Ases
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