O artista plástico Cláudio Gonçalves é o convidado da próxima semana do programa Papo D’Oro Entrevista, que vai ao ar na terça-feira, 8 de julho, às 10h, com transmissão pelo YouTube do Portal D’Oro e também pelo site: www.portaldoro.com.br. Os internautas que perderem a exibição ao vivo poderão assistir à entrevista posteriormente na página oficial do programa no Facebook.

Nascido em Ourinhos, interior de São Paulo, e atualmente residente em Atibaia, Cláudio Gonçalves iniciou seus estudos em arte ainda na infância, com aulas de desenho no ateliê de Leandro Frediani, em Amparo. Mudou-se para São Paulo em 1968, onde consolidou sua formação artística ao longo das décadas seguintes. Estudou na Escola Panamericana de Artes (EPA) e foi orientado por nomes como Paulo Nesadal, Círton Genaro, Romildo Paiva e Manoel M. Menacho, com quem manteve uma longa convivência artística de quase uma década.
Entre os anos 1980 e 2000, desenvolveu intensa atividade docente e artística, com passagens marcantes pelo Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, onde lecionou desenho e pintura, e pelo Instituto Europeu de Design (IED), além de manter ateliês em diferentes bairros da capital paulista. Desde 2006, vive em Atibaia, onde construiu seu próprio ateliê e continua ministrando aulas de arte até hoje.
Sua trajetória inclui diversas exposições individuais e coletivas, com destaque para prêmios recebidos em salões de arte como os de Marília (medalha de bronze), Santo André (Prêmio Aquisição) e Arceburgo (menções honrosas). Entre suas mostras mais importantes estão:
“São Paulo S/A” (2014 – Guarulhos, SP)
“Mulheres” (2016 – Galeria Cultura, Shopping Iguatemi, SP)
“Bodegón” (2017 – Iguatemi, SP)
“Pelas Águas Coloridas: Um Viajante do Nosso Tempo” (2023 – Centro Cultural André Carneiro, Atibaia, SP)
Sua obra é marcada por uma diversidade temática e refinamento técnico, transitando entre pintura a óleo, aquarela, desenho e xilogravura. Segundo o crítico de arte Oscar D’Ambrosio, Cláudio Gonçalves realiza uma “ação recíproca entre técnica e tema, oferecendo ao observador não apenas imagens, mas um mergulho visual e emocional”. Seus trabalhos abordam o cangaço, a vida urbana paulistana, os cortadores de cana, cenas intimistas de bares, flores e momentos sombrios e densos da existência humana – especialmente nas xilogravuras.
Ainda de acordo com D’Ambrosio, sua arte não se limita à representação: “cada série é um pretexto para trazer à tona uma discussão visual. O fazer artístico de Gonçalves exige uma entrega profunda – uma caminhada por dentro de si mesmo – que resulta em obras de grande impacto sensível e visual.”
Cláudio Gonçalves é, assim, um artista de técnica refinada, comprometido com a emoção e a reflexão, cuja produção alia rigor estético, densidade temática e pesquisa constante, traços que o tornam um nome relevante da arte contemporânea brasileira.
Sua obra se destaca pela apurada técnica, coerência estética e pela diversidade de temas abordados – do cangaço ao cotidiano urbano, da xilogravura sombria à leveza das aquarelas. Sua arte propõe uma reflexão constante sobre o tempo, a memória, a condição humana e o espaço que habitamos.
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