Esta semana comprei berinjelas para fazer uma lasanha. Com esse calor, elas, que estavam brilhantes e perfeitas, murcharam até chegar o dia de uso e, por isso, resolvi testar uma pasta da culinária árabe.
Ao procurar a origem desta receita, me deparei com o significado da palavra e coloco aqui para vocês: Babaganuche - O nome quer dizer “pai mimado, em árabe”, cuja lenda diz que o tal pai mimado seria um sultão sem dentes que só podia comer papas e adorava berinjelas. E essa lenda tem incontáveis variações, dependendo do lugar e de quem escreve.
Essa foi mais uma motivação para experimentar a receita, que nada mais é do que a mesma da pasta de grão de bico (homus), trocando o ingrediente principal, de grão de bico para berinjelas.
Fiz a tradicional, assando as berinjelas na chama do fogão para ficar com o gostinho defumado. Ficou ótimo! Mas vou testar outra versão que encontrei depois, assando-as na air fryer para comparar o resultado. Uma boa sugestão de petisco nestes dias de Carnaval.

- 2 berinjelas lisas e sem furos
- 2 dentes de alho bem amassados
- 1 colher (sobremesa) bem cheia de tahine (pasta de gergelim)
- Caldo de um limão taiti pequeno
- Sal, azeite (ao menos 2 colheres de sopa) e pimenta a gosto
Comece espetando as berinjelas num garfo e, na chama do fogão, vá assando igualmente até que elas comecem a estufar e ficar com a casca queimada e craquelando. Deixe esfriar um pouco enquanto amassa os dentes de alho.
Depois, com uma faca, abra a berinjela no sentido do comprimento e, com uma colher, retire delicadamente, mas com firmeza, toda a polpa, passando para um prato.
Com uma faca, vá picando a berinjela assada até formar uma pasta rústica. (Se preferir uma pasta bem lisa, use o processador neste momento).
Com um garfo, misture os ingredientes restantes e está pronta a babaganuche para saborear com pão sírio, torradas ou pura, às colheradas.
Mantenha em geladeira. Cubra a pasta com um fio de azeite caso demore muitos dias para consumir.
Duas berinjelas médias renderam um pote de 400g.
Maria Inês de Oliveira Chiarion Zecchini é professora de Educação Infantil nesta cidade e autora do livro “Redescobrindo – receitas da cozinha bragantina”. Faz parte da Associação dos Escritores de Bragança Pau-lista (Ases), foi membro fundadora da Academia Bra-gantina de Letras (ABL) de 2005 a 2008, e colunista do jornal Cidade de Bragança de 2005 até 2011.

Até nosso próximo encontro
Para sugestões, críticas e temas para as próximas colunas, escreva para: miocz@yahoo.com.br.
***
Siga o JORNAL EM DIA BRAGANÇA no Instagram: @jornalemdia_braganca e no Facebook: Jornal Em Dia
0 Comentários