Bancários de agências privadas encerram greve

Categoria aceitou proposta da Fenaban

 

Na manhã dessa segunda-feira, 26, os trabalhadores de bancos privados participaram de uma assembleia em que avaliaram a proposta apresentada pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), na última sexta-feira, 23. O resultado da reunião foi a aprovação da proposta e, com isso, a paralisação da categoria foi encerrada.

De acordo com a assessoria de imprensa do Sindicato dos Bancários de Bragança Paulista e Região, a proposta inclui 10% de reajuste nos salários, PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e no piso e 14% para os vales refeição e alimentação.

Além disso, serão abonadas 63% das horas dos trabalhadores de seis horas, de um total de 84 horas, e 72% para os trabalhadores de oito horas, de um total de 112 horas.

O sindicato informou que, para efeito de compensação, serão considerados os dias de paralisação de 6 a 26 de outubro de 2015. Assim, um dia após a assinatura do acordo, os trabalhadores compensariam, no máximo, uma hora por dia útil, até o dia 15 de dezembro.

“Os banqueiros tentaram impor uma derrota à categoria, inicialmente com um reajuste abaixo da inflação. A greve reverteu essa tentativa. Depois, a Fenaban queria, para punir os grevistas, o pagamento ou a compensação total das horas. Mais uma derrota para os bancos. Foi uma surpreendente vitória da unidade e da determinação da nossa categoria. Sem a forte greve que fizemos não teria sido possível!”, afirmou Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT e um dos coordenadores do Comando Nacional.

Para Juvandia Moreira, vice-presidente da Contraf-CUT e uma das coordenadoras do Comando, em meio a um cenário de crise econômica e aumento do desemprego, a luta dos trabalhadores conseguiu derrotar os banqueiros. “Esse resultado foi alcançado graças à pressão dos trabalhadores, que não podem ser punidos pelo seu direito à mobilização”, declarou, completando: “A proposta apresentada representa mais um ano em que os bancários conseguirão garantir seu poder de compra. Estamos num ano de recessão, não crescimento, desemprego maior, com categorias fechando acordos até abaixo da inflação. Diante desse cenário, a luta dos bancários representa uma vitória contra os bancos que queriam impor perdas à categoria”, ressaltou a dirigente.

A greve dos bancários de agências privadas durou 19 dias neste ano.

Na tarde dessa segunda-feira, 26, funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal participariam de assembleia para também definir se aceitariam ou não a proposta. Assim, existe a chance de que a greve dos bancos públicos termine nesta terça-feira, 27.

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