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Redescobrindo

BOLACHINHA BELISCÃO

Este é o nome conhecido da bolachinha que trago hoje para vocês. Na verdade, no livro de receitas da minha mãe, de onde copiei no meu, a bolacha tinha o nome de scone, mas, pesquisando imagens, percebi que a minha receita sempre teve um nome “fictício”, inventado não sei por quem ou onde, que gerações vêm trazendo no repertório afetivo das receitas de mãe.

Essa era uma bolachinha que, na década de 1970, minha mãe preparava sempre após o jantar, com a família reunida. Ela preparava a massa, estendia-a e cortava em tiras na vertical e depois na horizontal, formando pequenos quadrados. Depois, fatiava a goiabada em lata colocando uma tirinha fina do comprimento da massa por cima, na transversal e... pronto! Chegava a hora que ela nos deixava “ajudar” na confecção das bolachas, que era o momento de fechar as pontinhas e colocar na assadeira. Daí o nome “beliscão”.

E depois de assadas, as bolachas eram guardadas naquele jogo de latas de antigamente, que tinham cinco de tamanhos diferentes. Hoje, podemos comprar nos supermercados pacotinhos com as bolachas prontas, em geral trazendo no rótulo o nome de uma avó, para fazer o público remeter às lembranças de infância.

E para aqueles que se lembraram da bolacha e não tinham mais a receita, aproveitem para copiar e fazer também.


BOLACHINHA BELISCÃO

Foto: Divulgação

 - 3 xícaras (chá) de farinha de trigo

 - 2 ovos inteiros

 - 1 pitada de sal

 - 3 colheres (sopa) de açúcar

 - 2 colheres (sopa) de óleo

 - 1 colher (sopa) de fermento em pó

 - 1/2 xícara (chá) de leite

         Misture bem os ingredientes formando uma massa lisa. Abra a massa não muito fina e corte em quadradinhos ou, se preferir, corte com a boca de uma xícara de café caso queira um pouco maiores.

         Ponha um pedacinho de goiabada na transversal e feche as duas pontinhas. Coloque em assadeira untada e leve assar em forno quente. Depois de frias, guarde em latas.

Até nosso próximo encontro!

Para sugestões, críticas e temas para as próximas colunas, escreva para: miocz@yahoo.com.br.

Maria Inês de Oliveira Chiarion Zecchini é professora de Educação Infantil nesta cidade e autora do livro “Redescobrindo – receitas da cozinha bragantina”. Faz parte da Associação dos Escritores de Bragança Pau- lista (Ases), foi membro fundadora da Academia Bragantina de Letras (ABL) de 2005 a 2008, e colunista do jornal Cidade de Bragança de 2005 até 2011.

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