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Redescobrindo

BOLO DE COALHADA

Diz um antigo ditado popular que “nada se cria, tudo se transforma”, e eu o parafraseio modificando para: “tudo se copia”.

Esta semana, resolvi resgatar uma das primeiras receitas que publiquei há quase duas décadas, quando minha coluna era divulgada pelo jornal de meu primo Paulo Eduardo, o Cidade de Bragança.

Naquela época, eu fazia pesquisas e resgates de livros de receitas antigos pois o foco inicial, que deu origem ao nome da coluna, era “redescobrir” nos livros antigos as receitas e, quem sabe, suas histórias. Pesquisando livros de receita sexagenários na época ou até mais velhos, encontrei numa caderneta já sem capa, emprestada por uma saudosa prima de minha mãe que era íntima de nossa casa, a querida Joana Thomazini Colombi, a Joaninha, do tempo em que se casou, pois “era costume levar livro de receita mesmo sem saber ferver água”, comentou ela, ao me emprestar.

Folheando a antiga caderneta, escrita a caneta tinteiro, fiquei ao mesmo tempo curiosa e decepcionada ao encontrar um bolo que atualmente se faz muito, é até chique, que agora sei se tratar de uma receita de nossas antepassadas boleiras.

O nome: bolo de coalhada. Aí eu pensei: coalhada é o nome antigo de iogurte, então... a receita do “famoso” bolo de iogurte que há uns tempos está em moda nada mais é que um resgate da receita bem antiga que foi “modernizada”, com os ingredientes que usamos. Segui as indicações da receita e o resultado foi um bolo de textura igual ao conhecido bolo de iogurte, mas com um toque de especiarias. Na primeira vez que fiz, eu ainda usava em casa o leite vindo da fazenda, puro, e fiz a coalhada caseira para o teste. Hoje, compro desses potes maiores que facilitam o trabalho no preparo.

BOLO DE COALHADA

(A receita está escrita de acordo com o livro da Joaninha. Pode fazer as substituições de ingredientes, caso queira, para se transformar na receita do bolo de iogurte atual)

 - 1 copo (200ml) de coalhada (iogurte natural)

 - 3 xícaras (chá) de farinha de trigo

 - 2 xícaras (chá) de açúcar

 - Meia xícara (chá) de manteiga ou 1 colher (sopa) bem cheia

 - Meia xícara (chá) de banha derretida (pode colocar óleo)

 - 3 ovos bem batidos

 - 1 colher (sopa) de bicarbonato ou fermento inglês (royal)

Erva-doce e canela em pó a gosto (coloquei 1 colher de sopa de cada)

Modo de preparar: bate-se a manteiga com o açúcar, depois, põe-se os ovos e bate-se novamente. Em seguida, põe-se a coalhada e “tudo”, pondo a farinha de trigo e o fermento por último, aos poucos. Forno quente e fôrma untada com manteiga (usei uma retangular grande).

Obs.: por minha conta, fiz uma calda de limão e margarina para colocar por cima. Leva 1 xícara (chá) de açúcar, 3 colheres (sopa) de margarina, caldo e raspas de um limão médio. Basta misturar até virar uma pasta e espalhar no bolo quente.

Maria Inês de Oliveira Chiarion Zecchini é professora de Educação Infantil nesta cidade e autora do livro “Redescobrindo – receitas da cozinha bragantina”. Faz parte da Associação dos Escritores de Bragança Pau- lista (Ases), foi membro fundadora da Academia Bragantina de Letras (ABL) de 2005 a 2008, e colunista do jornal Cidade de Bragança de 2005 até 2011.

Maria Inês de Oliveira Chiarion Zecchini é professora de Educação Infantil nesta cidade e autora do livro “Redescobrindo – receitas da cozinha bragantina”. Faz parte da Associação dos Escritores de Bragança Pau- lista (Ases), foi membro fundadora da Academia Bragantina de Letras (ABL) de 2005 a 2008, e colunista do jornal Cidade de Bragança de 2005 até 2011.

Até nosso próximo encontro!

Para sugestões, críticas e temas para as próximas colunas, escreva para: miocz@yahoo.com.br.

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