O município de Bragança Paulista registrou, até a última quarta-feira, 28, três casos de dengue, sendo dois autóctones e um importado. Os números do ano passado contabilizaram 260 casos da doença, todos autóctones, ou seja, quando a doença é contraída no próprio município.
A prevenção é importante durante o ano todo. Por isso, a Prefeitura informou que a equipe da Divisão de Vigilância Epidemiológica (Dive) realiza rotineiramente um trabalho de conscientização, prevenção e controle sobre a doença nas casas, além de fiscalização de pontos estratégicos de alto risco ou alta circulação de pessoas, como borracharias, desmanches, escolas, hospitais e supermercados.
“Nos bairros em que existem unidades de Saúde da Família, agentes comunitários destes postos fazem abordagem de casa em casa entregando folhetos informativos e verificando se existem locais que possam servir de criadouro para o mosquito, orientam para sua eliminação e tiram dúvidas sobre a doença. Nos outros bairros, este mesmo trabalho é realizado pelos agentes de controle de vetores da Vigilância Epidemiológica”, aponta a Prefeitura.
Quando um caso suspeito de dengue é identificado, casas de nove quarteirões no entorno da residência e do local de trabalho ou estudo do paciente são monitoradas a fim de se eliminar criadouros do mosquito e buscar novos casos suspeitos, evitando a proliferação da doença na região.
Outra medida realizada pela Administração é a atualização de treinamentos para os agentes de controle de zoonoses da Dive, enfermeiros e agentes comunitários de toda a rede de atenção básica de saúde.
Na quinta-feira, 29, por exemplo, houve treinamento para agentes da unidade de saúde Vila Davi I e II. O objetivo foi o de atualizar as informações sobre a dengue e a chikungunya, doença infecciosa febril causada por vírus e que também pode ser transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti.
Durante a capacitação dada pela veterinária e pela equipe da Dive, os agentes ouviram informações mais detalhadas sobre o Larvicida, hormônio sintético em pó que age especificamente contra a larva do mosquito Aedes Aegypti e que vem sendo utilizado desde o mês de dezembro no município. O produto é fornecido pela Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) para reforçar o controle da doença e é utilizado somente em casos específicos, onde a equipe não pode agir de imediato, como em piscinas e borracharias ou locais que estejam com grande quantidade de água parada e larvas que não possam ser removidas na hora. Ao ser aplicado na água, o produto apresenta um efeito residual longo, de até dois meses. A substância não oferece risco ao meio ambiente, aos agentes que manuseiam o produto e nem à população, de acordo com a Prefeitura.
Outros temas tratados foram sobre como aprimorar a abordagem à população que não costuma autorizar a entrada da equipe para verificar se existem possíveis criadouros nas residências. Segundo os agentes, a maioria dos munícipes não autoriza a entrada com a desculpa de que já conhece as informações por se tratar de um trabalho rotineiro desenvolvido pelas equipes.
A Prefeitura declarou que até o momento ainda não foram registrados casos de chikungunya em Bragança Paulista.
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