Pouco mais de uma semana após o cabeleireiro Roberto Rodrigues dos Santos, 40, ser assassinado de maneira brutal em sua residência, no Parque Brasil, a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) - comandada pelo delegado Dr. José Glauco Silveira Lobo Ferreira - após um trabalho investigativo intensivo e eficaz, chegou aos autores do latrocínio da vítima.
Por telefone, o chefe de investigações da DIG, Eduardo Rios, conversou com a redação do Jornal Em Dia, elucidando que as pistas que levaram aos autores da atrocidade, dois adolescentes de 14 e 15 anos, foram dadas no mesmo dia em que o corpo da vítima foi encontrado, 11 de outubro, por volta das 9h, quando a dupla iniciou compras em estabelecimentos comerciais da cidade utilizando o cartão do cabeleireiro.
A partir daí, por imagens de câmeras de segurança, foi possível chegar ao menor de 15 anos, que confessou prontamente o crime, na presença do pai e do advogado, relatando que conheceu Beto porque seus pais eram clientes do cabeleireiro. Após algumas investidas do profissional da beleza ao adolescente, eles se relacionaram algumas vezes, sabendo o jovem, inclusive, que Roberto guardava dinheiro em casa e conhecendo também as senhas de seus cartões bancários.
Na noite do crime, o menor de 15 anos convidou um amigo de 14 anos para praticar um roubo com ele, dizendo que “a grana levada seria boa”. Eles utilizaram uma arma de brinquedo, tendo a vítima reagido ao perceber. Então, deram início a uma luta corporal e, em dado momento, os dois começaram a esfaqueá-lo. O adolescente que saía com o cabeleireiro lanchou e bebeu com a vítima e só depois, por volta das 3h, desceu e abriu a porta para que seu comparsa entrasse.
O laudo pericial aponta que a vítima sofreu mais de sessenta facadas, contudo, nenhum dos dois envolvidos, até o momento, confessou quem a esfaqueou. O adolescente de 14 anos afirmou apenas ter sido convidado para praticar um roubo e disse que não sabia que Beto era conhecido pelo outro menor. De qualquer forma, ambos sofrerão a mesma pena pelo crime de latrocínio.
Como ambos são menores de idade, a legislação vigente prevê no máximo três anos de medida sócio-educativa, internação na Fundação Casa e, após cumprida a pena, eles saem sem qualquer ficha criminal.
Os objetos subtraídos da casa de Beto, bem como os itens comprados com o cartão de crédito da vítima, foram recuperados, com exceção de R$ 700,00, que eles já haviam gastado.
A DIG aguarda agora a decisão do Poder Judiciário para conhecimento da pena que será decretada aos réus confessos.

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