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Política

Conheça os principais candidatos à presidência, senado e governo do estado de São Paulo

Com as Eleições Gerais “batendo na porta”, ainda são muitos os eleitores que não decidiram em quais candidatos depositarão seu voto. Segundo pesquisa encomendada pela revista Exame, realizada pela Agência Ideia, publicada no dia 14, 17% do eleitorado ainda não definiu seu voto para presidente. No início do mês, outro estudo, desta vez do Ipec, revelou que 45% dos eleitores de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais ainda não haviam decidido em quem votar para o Senado.

Para ajudar o eleitor bragantino nesta importante escolha, o Jornal Em Dia traz uma pequena biografia dos quatro candidatos mais bem colocados nas pesquisas para o cargo de presidente, e os três primeiros na disputa por uma vaga no senado e no governo paulista. Confira:

PRESIDÊNCIA

Luiz Inácio Lula da Silva comandou a formação do Partido dos Trabalhadores (PT) em 1980, participou da fundação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e é ex-presidente do Brasil. Foi presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, deputado federal pelo estado de São Paulo, um dos principais ativistas pelo movimento “Diretas Já” e, posteriormente, pelo impeachment do presidente Collor. Se candidatou ao poder executivo em 1989, 1994 e 1998, sendo derrotado, nas duas últimas, por Fernando Henrique Cardoso. Foi eleito em 2002 e reeleito em 2006.

Sua gestão foi marcada por avanços como a projeção do Brasil para o exterior e a criação de programas sociais voltados para a população de baixa renda. No entanto, Lula e aliados foram acusados por crimes de corrupção pela Lava Jato. Entre as principais polêmicas de sua carreira, estão os casos do Triplex do Guarujá e do Sítio de Atibaia, ambos arquivados pela Justiça no ano passado.

Jair Messias Bolsonaro (PL) concluiu os estudos pela Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) e conta, em seu currículo, com formações militares na Escola de Educação Física do Exército, Brigada Paraquedista do Rio, Corpo de Bombeiros do Rio e Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, também no Rio. Em 1989, foi eleito vereador da cidade do Rio de Janeiro e, pouco depois, deputado federal pelo estado, cadeira que ocupou por 27 anos. Ficou marcado por embates políticos com parlamentares adversários e ganhou notoriedade, principalmente, devido às declarações favoráveis à Ditadura Militar no Brasil e ao armamentismo, pautas voltadas para o público cristão e às opiniões conservadoras sobre questões LGBTQIA+ e direitos humanos.

Foi eleito presidente em 2018, após conquistar as principais frentes cristãs e conservadoras do país. Desde o início seu governo, enfrenta duras críticas, principalmente com relação a acusações de fake news, de negligência no combate à pandemia, de ameaças a democracia e da imposição do sigilo de 100 anos em diversos casos envolvendo sua família. Aliados destacam, entre suas conquistas, a criação do Auxílio Brasil e a Reforma da Previdência.

Ciro Gomes é formado em Direito pela Universidade Federal do Ceará e ingressou na carreira política cedo, sendo eleito deputado estadual aos 25 anos. Foi professor universitário, prefeito da cidade de Fortaleza, governador do estado do Ceará, ministro da Fazenda de Itamar Franco, ministro de Integração Nacional no governo Lula e é o vice-presidente do Partido Democrático Trabalhista (PDT). Esta é a quarta vez que Ciro se candidata à presidência da República, tendo concorrido às disputas nos anos de 1998, 2002 e 2018. Entre as principais críticas, está o seu temperamento explosivo para com seus adversários políticos e ex-aliados, e até mesmo aliados. Muitos afirmam que seu comportamento é marcado por agressões verbal e descontrole emocional. Neste pleito, Ciro se coloca como uma “terceira via” aos principais candidatos, fazendo duras críticas a Lula e Bolsonaro.

Simone Tebet (MDB) é formada pela Faculdade Nacional de Direito da UFRJ e já atuou como professora universitária de Direito Público e Administrativo, consultora jurídica e diretora da Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul. Aos 31 anos, em 2002, se elegeu deputada estadual, cargo que ocupou por dois anos, quando foi eleita prefeita da cidade de Três Lagoas, sendo reeleita em 2008. Também foi vice-governadora, na chapa com André Puccinelli; senadora por seu estado, tendo liderado a primeira bancada feminina; presidente da Comissão Mista de Combate à Violência contra a Mulher e a primeira mulher a presidir a Comissão de Constituição e Justiça. A candidata é cobrada por posicionamentos mais firmes em relação a temas considerados “polêmicos”, já que, nas sabatinas, muitas vezes é acusada de ficar “em cima do muro” ou se contradizer.

SENADO

Márcio França (PSB) é advogado pela Universidade Católica de Santos e acumula experiência em inúmeros cargos políticos: foi vereador e prefeito da cidade de São Vicente por dois mandatos, deputado federal entre 2007 e 2010, secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, vice-governador do estado de São Paulo, na chapa com Alckmin, e governador, quando o ex-tucano deixou o cargo para concorrer à presidência, em 2018. No ano de 2020, tentou a eleição para Prefeitura de São Paulo, sendo o terceiro mais votado. Em janeiro, França foi um dos alvos de buscas por uma operação da Polícia Civil para investigação de supostos desvios na Saúde, o que ele alega ser “perseguição política”.

Marcos Pontes (PL) também conhecido como “astronauta brasileiro”, por ter sido o primeiro sul-americano a viajar para o espaço, é o atual ministro da Ciência e Tecnologia do governo Bolsonaro. Além disso, é engenheiro e tenente-coronel da Força Aérea Brasileira (FAB). Também foi embaixador das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial e eleito, em 2018, como segundo suplente do senador Major Olímpio, que faleceu vítima da Covid-19 no ano passado. É duramente criticado por não se manifestar contrário aos cortes em sua pasta, que teriam afetado diversas pesquisas nacionais, e por ter incentivado, sem comprovar eficácia, o uso de vermífugos contra o coronavírus.

Janaína Paschoal (PRTB) é graduada, doutora e livre docente pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, onde dá aulas sobre Direito Penal. Já atuou na Secretaria de Segurança Pública de São Paulo e no Ministério da Justiça. Foi presidente do Conselho Estadual de Entorpecentes de São Paulo e integrou o Conselho Seccional da OAB/SP. Em 2015, foi uma das autoras do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, do PT. Em 2018, foi eleita deputada estadual por SP, bem como uma apoiadora obstinada de Bolsonaro, que à época concorria à presidência. Atua na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Seu temperamento expansivo, em especial nas declarações em audiências públicas, comissões e sessões, são alvo de críticas por parte dos adversários.

GOVERNO

Fernando Haddad (PT) é formado em Direito com mestrado em Economia e doutorado em Filosofia pela USP. Sua carreira inclui a atuação como professor universitário, ministro da Educação entre 2005 e 2012 e, posteriormente, prefeito de São Paulo por um mandato. Em 2018, o PT lançou sua candidatura à presidência, quando ocupou a vaga deixada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o considera um homem de confiança. Na ocasião, Haddad foi o segundo mais votado com 47,83% dos votos válidos contra 55,13% (Bolsonaro), no segundo turno. Seus oponentes desaprovam, principalmente, as obras inacabadas na cidade de São Paulo, deixadas por sua gestão.

Tarcísio de Freitas (Republicanos) é o atual ministro da Infraestrutura do governo Bolsonaro. Sua formação passa pela Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) e Instituto Militar de Engenharia, onde se graduou engenheiro civil. No currículo, se destaca pela liderança da seção técnica da Companhia de Engenharia do Brasil e, ainda, pela atuação como secretário da Coordenação de Projetos da Secretaria Especial do Programa de Parceria de Investimentos. É acusado por adversários de declarar domicílio em São José dos Campos (SP) apenas para concorrer ao Palácio dos Bandeirantes, uma vez que mora em Brasília (DF), tendo pouca intimidade com o estado em questão.

Rodrigo Garcia (PSDB) assumiu o governo do estado há poucos meses, após a renúncia do então governador, João Doria, para se candidatar à presidência. Garcia foi deputado estadual por três mandatos e tornou-se presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) entre 2005 e 2007. Atuou por dois mandatos como deputado federal (2011 e 2018), época em que também era líder da bancada do Democratas (agora, União Brasil) na Câmara dos Deputados, partido que deixou em 2021, após 27 anos. Entre as críticas, estão a associação de Garcia com seu irmão, Marco Aurélio, acusado por lavagem de dinheiro, e seu apoio às medidas impostas pelo governo Doria durante a pandemia.

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