A continuidade dos projetos desenvolvidos pelo Instituto Entrando em Cena em 2016 ainda é incerta, conforme informou a gestora cultural e coordenadora geral da instituição, Viviane Lessa Peres, durante participação na Tribuna Livre da sessão da Câmara, na última terça-feira, 25.
Apresentada pelo vereador Valdo Rodrigues, Viviane exibiu alguns depoimentos de jovens participantes dos projetos e contou um pouco sobre as atividades do Entrando em Cena, que atua desde 2012.
Em 2012 e 2013, as atividades foram desenvolvidas apenas em Bragança Paulista. Em 2014, apenas em Atibaia. E em 2015, elas estão acontecendo nas duas cidades.
Os dados apresentados mostram que 70 jovens receberam formação do Entrando em Cena nos últimos três anos, em Bragança Paulista e em Atibaia.
Um dos projetos do instituto é o Entrando em Cena no Mundo, por meio do qual já foram elaborados 20 projetos socioculturais. Inscritos no Prêmio Entrando em Cena no Mundo, sete deles foram realizados e outros três estão em fase de implementação. Viviane calcula que cerca de 700 pessoas tenham sido beneficiadas indiretamente por meio dos projetos premiados nessa iniciativa.
Já por meio do Primeiro e Segundo Ato, cerca de 250 jovens participaram dos projetos de formação artística em Bragança e em Atibaia. Diversas intervenções artísticas foram realizadas pelos jovens em espaços públicos e dois espetáculos de rua foram produzidos, circularam e foram vistos por cerca de três mil pessoas.
Além disso, foram realizados um Festival de Artes Cênicas em Bragança e um Festival de Arte Social em Atibaia, por meio do projeto Entrando em Cena Apresenta, que ainda foi responsável por 23 espetáculos trazidos para a região e apresentados gratuitamente, com 10 mil espectadores atingidos.
Viviane contou que o Instituto Entrando em Cena também produziu um guia de elaboração de projetos socioculturais, com orientações aos jovens a partir da metodologia do instituto.
“A intenção é empoderar os jovens para que eles se transformem e, assim, transformem a sociedade, que o jovem seja protagonista de sua própria história”, declarou Viviane.
Sobre os investimentos feitos nesses últimos três anos na instituição da sociedade civil sem fins lucrativos, a participante da Tribuna Livre apontou que eles somam cerca de R$ 1 milhão, captados por meio de leis de incentivo fiscal, como a Lei Rouanet e o Proac. Essas leis permitem que empresas privadas doem recursos para instituições como o Entrando em Cena e, assim, façam dedução fiscal. As empresas que até agora patrocinaram o instituto são a CSN, Centro de Alimentos e TE Connectivity.
Do poder público, o Entrando em Cena só recebeu apoio até agora, com a cessão de espaços e equipamentos para o desenvolvimento dos projetos.
Dessa forma, Viviane deixou claro que a continuidade das atividades no próximo ano ainda é incerta, pois não sabe se conseguirá captar recursos para isso.
Alguns vereadores fizeram alguns questionamentos à coordenadora do Entrando em Cena e, em seguida, o vereador Valdo Rodrigues fez suas considerações. Ele registrou sua satisfação em receber Viviane na Tribuna e ressaltou a importância de fomentar o protagonismo juvenil. “É uma mostra de forma prática que é possível fazer”, afirmou.
O vereador ainda lamentou que o Plano Municipal da Criança e do Adolescente ainda não tenha sido elaborado, o que impossibilita o uso de cerca de R$ 600 mil que estão no Fundo da Criança e do Adolescente, de acordo com ele.
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