O Ministério da Saúde vai antecipar a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza como estratégia de diminuir a quantidade de pessoas com gripe nesse inverno. Primeiro, devem ser vacinadas gestantes, crianças até seis anos, mulheres puérperas e idosos, historicamente mais vulneráveis à doença. O início da campanha está previsto para o dia 23 de março e não mais na segunda quinzena de abril.
Segundo o Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, a vacinação é importante para fortalecer o sistema imunológico do indivíduo em 80% contra cepas de influenza, que circulam pelo ar e são muito mais comuns do que o coronavírus. “Se o indivíduo for ao hospital com suspeita da doença e informar que foi vacinado auxiliará no raciocínio do profissional para pensar na possibilidade de outras viroses”, disse.
Foi confirmado na quarta-feira, 26, o primeiro caso de coronavírus (covid-19), em São Paulo. Trata-se de um homem de 61 anos que esteve no norte da Itália a trabalho entre os dias 9 a 21 de fevereiro. Mais de 30 pessoas da família estão sob observação.
Na quinta-feira, 27, o governo federal anunciou que o país já soma 132 casos suspeitos da doença e outras 213 notificações.
O secretário executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, disse durante coletiva em Brasília que um único infectado não é capaz de transmitir o vírus para muitas pessoas. “Todos os casos de pessoas que eram portadoras do vírus contaminaram de duas a três pessoas. Isso significa que esse contato precisa ser mais íntimo para que a transmissão seja efetiva. Não vamos ficar imaginando que uma pessoa infectada que tem contato com 60 ou 80 pessoas vai passar o vírus para todas elas”, explica.
Para Mandetta, a doença é mais agressiva em idosos e, além disso, ainda não se sabe se o vírus terá o mesmo padrão de transmissão que tem no hemisfério norte, que passa pelo inverno. “As autoridades de saúde estarão observando como o vírus se transmite em um país de clima tropical”, explicou o ministro.
A prioridade das autoridades internacionais é mapear como o vírus é transmitido por pacientes que não apresentam sintomas. No Brasil, ainda há outros 20 pacientes em investigação. Outros 59 casos já foram descartados.
Como se proteger – Lavar bem as mãos e cobrir a boca ao tossir e espirrar é a principal orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), além do uso racional das máscaras descartáveis.
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