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Redescobrindo

Creme chinês

Este é um doce que aprendi há mais de quatro décadas, no tempo daqueles cursos de culinária que se fazia no Sesi. Ao final do curso, a aluna ganhava um livrinho, de capa laranja, com todas as dicas iniciais necessárias para “se virar” na cozinha e umas receitas bem gostosas.

A primeira experiência com este doce foi ajudando uma amiga a preparar, em porções individuais, para um encontro que a sogra dela estava organizando e ela queria “fazer bonito” (e conseguiu).

Anotei a receita no meu livro e o creme chinês se tornou o único doce que meu marido aprecia bastante e repete (uma raridade isso). Fiz nestes dias de Carnaval e veio a pergunta que não quer calar: por que o doce recebe esse nome?

Eu não sei e, se alguém que estiver lendo esta crônica souber, por favor, nos conte.

O doce é feito em três etapas muito simples: um creme com gemas, um suspiro com as claras em neve e o preparo de uma caixinha de gelatina sabor morango. Vamos lá!

Comece fazendo um creme, colocando na panela:

- 1 caixa ou lata (395g) de leite condensado

- A mesma medida da lata de leite de vaca

- 1 colher (sopa) bem cheia de amido de milho

- 2 gemas (reserve as claras) diluídas no leite frio junto com o amido (para não empelotar o creme)

Ligue a panela e leve o creme ferver, mexendo sempre, até encorpar e cozinhar o amido. Quando estiver desgrudando da panela, despeje num pirex e reserve.

Suspiro:

Bata as 2 claras em ponto de neve.

Coloque 1 pitada de sal e 4 colheres (sopa) de açúcar refinado.

Bata até formar um suspiro e reserve.

Gelatina:

- 1 pacote de gelatina em pó sabor morango

- 250 ml de água quente

- 250 ml de água fria

Dissolva o pó da gelatina na água quente, misture bem e junte o restante da água, tornando a misturar.

Depois de pronta, despeje devagar a gelatina nas claras que bateu como suspiro, misturando delicadamente com um garfo.

Agora, é só derramar essa mistura devagar sobre o creme e levar para geladeira.

Recomendo que faça de véspera ou deixar ao menos 3 horas em geladeira para a gelatina endurecer.

Maria Inês de Oliveira Chiarion Zecchini é professora de Educação Infantil nesta cidade e autora do livro “Redescobrindo – receitas da cozinha bragantina”. Faz parte da Associação dos Escritores de Bragança Pau-lista (Ases), foi membro fundadora da Academia Bra-gantina de Letras (ABL) de 2005 a 2008, e colunista do jornal Cidade de Bragança de 2005 até 2011.

Até nosso próximo encontro

Para sugestões, críticas e temas para as próximas colunas, escreva para: miocz@yahoo.com.br.

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