A data é a segunda melhor no calendário comercial, perdendo apenas para o Natal
Lojistas e comerciantes de Bragança estão esperançosos com as vendas para o Dia das Mães no município. Nos últimos dois anos, a pandemia foi impiedosa com o setor: em 2020, as lojas estavam fechadas e, em 2021, o agravamento da doença em março e abril fez com que os consumidores evitassem as ruas em maio.
Procurado pelo Jornal Em Dia, Marcos Tasca, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Bragança Paulista, explicou sobre a consequência da Covid-19 no ramo. Segundo ele, alguns segmentos foram mais impactados que outros, mas, no geral, houve um equilíbrio, o que para o comércio não é uma boa notícia.
“Acontece assim: se tiver o mesmo desempenho do ano anterior, você está perdendo, porque existe uma inflação, então você não está crescendo. Geralmente, nós computamos o crescimento ano após ano, e houve uma estagnação [de 2020 para 2021], então isso não é bom”, explica.
Este ano, a expectativa é que parte da população retome as práticas de consumo semelhantes às de 2019, no último Dia das Mães antes da pandemia. A perspectiva na cidade é de um crescimento de 5%, o que representa uma pequena recuperação com relação ao ano passado.
SETORES COM MAIOR DEMANDA
No geral, os setores com maior probabilidade de crescimento são os que oferecem bens de consumo próprio e individual ou objetos duráveis de pequeno valor. “Acabou aquela história de antigamente que você dava um jogo de panela. As mulheres estão ocupando mais espaços, então isso aumenta a oportunidade de presentes”, comenta Tasca.
Antônio Carlos Vidiri, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Bragança Paulista (ACE), aposta alto. Para ele, a data será capaz de ajudar o comércio local a ganhar novos consumidores e a alavancar as vendas em 2022.
A fórmula para isso é a união da necessidade de vender, somada à empatia e boa vontade com os clientes, uma vez que eles também foram financeiramente impactados nos últimos anos. Mas nem todos os ramos comerciais serão favorecidos.
“Os segmentos que receberão maior número de consumidores sem dúvida serão os de calçados, perfumarias, vestuários e restaurantes. A floricultura é outro setor que será de certa forma beneficiado”, comenta Vidiri.
Já para Gerson Teixeira, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Bragança (Sincobrag), a preparação é a maior aliada das vendas neste Dia das Mães:
“Os outros anos nós estávamos praticamente fechados e esse ano a gente vem de uma sequência. Então deu para as empresas se prepararem melhor para poder trazer produtos de mais variedade, com mais qualidade. As lojas estão mais completas”, explica.
HORÁRIO ESTENDIDO É DECISÃO INDIVIDUAL
O setor comercial bragantino não oficializou um horário especial, como o que acontece na época natalina, uma vez que nem todas as lojas trazem produtos de interesse para a data. Dessa forma, estender ou não o horário de atendimento ao público será uma decisão individual de cada lojista e comerciante.
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