São Paulo é o estado com maior número de infectados e vítimas fatais do coronavírus no país
Em entrevista coletiva concedida nessa quarta-feira, 24, o governador João Doria anunciou o retorno das aulas de escolas públicas e particulares no estado de São Paulo. De acordo com o Programa de Retorno da Educação, apresentado no pronunciamento, elas voltarão a partir do dia 8 de setembro, de maneira revezada, em creches, na Educação Infantil, no Ensino Fundamental e Ensino Médio.
A decisão se deu mesmo com o recorde de mortes por Covid-19 que o estado enfrenta. De acordo com dados divulgados pelo governo federal nesta quinta-feira, 25, São Paulo é o estado que mais tem número de casos confirmados da doença no país, são 248.587 até o momento, e o que tem o maior número de mortes, com 13.759 vítimas. Isso sem falar do recorde diário: nesta semana, São Paulo bateu nova marca, com 434 mortes em 24h.
Mesmo com esses preocupantes números, a ideia do governo estadual é fazer com que os alunos retornem às atividades presenciais em três etapas. Esta seria a primeira, com ocupação máxima de 35%, distanciamento obrigatório de 1,5 metro entre cada aluno (exceto na Educação Infantil), uso obrigatório de máscaras, controle de higiene e o não compartilhamento de objetos, principalmente bebedouros. A segunda etapa prevê o retorno de 70% dos alunos e a terceira, 100%, se acostumando com o que o governo chama de “novo normal”.
Para que as aulas sejam retomadas em setembro, todos os municípios do estado devem ter chegado e permanecido por 28 dias consecutivos na etapa amarela, que é a terceira menos restritiva segundo critérios de capacidade hospitalar e progressão da pandemia. Atualmente, cinco regiões estão na fase vermelha (a mais restritiva) e o restante segue na etapa laranja.
"28 dias de fase amarela estará indicando uma estabilização consolidada, esperamos que várias regiões já estejam nas etapas verde ou azul. Esse período é o que vai indicar uma situação de segurança. Nós teremos os meses de julho e agosto para fazer as avaliações a cada ciclo de 15 dias", explicou o coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus, Carlos Carvalho.
As escolas deverão fazer um sistema de revezamento para as aulas presenciais. Quem não for até a instituição de ensino continuará acessando o material on-line. Cada escola terá liberdade para definir suas próprias estratégias, no entanto, é obrigatório que cada estudante vá ao menos um dia da semana para a aula presencial.
PROTOCOLOS DE SEGURANÇA
Além do revezamento de alunos, o governo do estado propôs uma série de medidas de segurança. Todos os alunos deverão ter a temperatura corporal medida em casa, antes de ir para a escola. Se ela estiver acima de 37,8º, a recomendação é permanecer na residência.
Professores e funcionários terão os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) necessários e todos os alunos deverão utilizar máscaras dentro da instituição de ensino, no transporte escolar e durante o percurso da casa à escola. A instituição deverá também fornecer água potável em recipientes individuais e garantir a higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel.
Atividades de disciplinas como educação física, arte e outras deverão respeitar o distanciamento de 1,5 metro. Os intervalos e recreios deverão ser feitos com revezamento para evitar aglomerações, assim como o horário de entrada e saída deve ser organizado com o mesmo objetivo. Feiras, palestras, campeonatos esportivos, comemorações, assembleias e outros continuarão proibidos.
"O governo de São Paulo apresenta um plano consolidado, gradual, cuidadoso e seguro de volta às aulas. Todas as decisões serão compartilhadas com o Comitê de Saúde para garantir prevenção e segurança a alunos, professores e funcionários das redes pública e privada de ensino. Será uma volta gradual e responsável, que tem como princípio fundamental garantir a saúde e a vida dos alunos e profissionais de Educação", afirmou Doria.
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