Após 15 anos de atividade em Bragança, Espaço de Convivência e Aprendizado alcançou reconhecimento das Nações Unidas
O Ecoa (Espaço de Convivência e Aprendizado) é uma instituição que atua, desde 2007, em Bragança Paulista. Localizado na Penha, atende crianças e adolescentes de 6 a 15 anos que moram no próprio bairro ou no entorno: Maranata, Toró, Torozinho, Paturi e adjacências.
Prestes a completar 15 anos, a instituição, que tem como atual presidente Elias Gomes de Oliveira, desenvolve trabalho social com o apoio de uma equipe multidisciplinar, formada por profissionais e voluntários que acreditam que a formação de crianças e jovens vai além dos muros da escola.
O Jornal Em Dia esteve na sede do Ecoa e conversou com a gestora Eledi Gonçalves, que contou mais sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido há uma década e meia e sobre o apoio do Criança Esperança.

“Como são centenas de entidades que participam, imaginávamos que nossa chance não seria grande. A ideia foi escrever um projeto especialmente para jovens de 15 a 17 anos e agora ele está entre os 105 selecionados. O foco do que propomos são as diversas áreas da educação formadora, como a educação financeira, digital, ambiental e física, além de acompanhamento psicossocial. Também serão desenvolvidos conhecimentos e habilidades em plantio e colheita de flores e hortaliças”, contou Eledi.
Como explica, a ajuda financeira é importante, mas estar entre os selecionados vai muito além, pois traz ainda mais credibilidade ao trabalho realizado ao longo dos anos. “A importância do Criança Esperança para o Ecoa é também o de obter o selo de um organismo internacional como a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), que vai acompanhar a evolução do projeto. Os jovens e a comunidade serão igualmente beneficiados em oficinas e palestras que possibilitam o desenvolvimento de habilidades e vivências voltadas ao protagonismo. O principal objetivo é a inclusão de jovens e suas famílias que carecem de atenção no momento em que a pandemia acentuou as dificuldades”, falou.
“A ideia é que 60 jovens participem. Iniciaremos em janeiro de 2022 e vamos até janeiro de 2023. É importante citar que o valor que vamos receber, em torno de 200 mil reais, cobre parte do projeto, não é o valor total que iremos precisar”, ressaltou. Outro ponto que merece destaque é de que as demais atividades do Ecoa acontecerão em paralelo ao projeto beneficiado pelo Criança Esperança.
“A prestação de contas será diretamente com a Unesco e tem contrapartida. A intenção que o projeto seja contínuo. Dentro do Criança Esperança, ele dura um ano, mas o objetivo é que seja permanente. Todo o investimento que está sendo feito é para que tenha continuidade. E, para nós, ele é uma expansão do que o Ecoa já faz. Na verdade, temos uma ampliação, com contratações de novos profissionais, já que iremos abranger uma outra área. O objetivo é que possamos crescer e trazer uma nova expectativa para esses jovens”, explicou.

“Uma coisa interessante de frisar é que o Ecoa ficou muito orgulhoso, mas a gente divide isso com todas as pessoas. Na verdade, nós entendemos que a cidade vai ser beneficiada. Bragança saiu em rede nacional, algo que não esperávamos. Toda essa dedicação e empenho do Ecoa foi reconhecido, mas nós sentimos que é um prêmio para todas as outras organizações da cidade. Entre as instituições, somos amigos, parceiros, dividimos as nossas dificuldades e nos apoiamos quando temos eventos e projetos, estamos sempre juntos. Todos ficaram igualmente felizes conosco”, disse. Além disso, Eledi analisa que esse projeto será um canal de aproximação e valorização das famílias dos jovens que participarão do projeto.
O show do Criança Esperança foi ao ar no dia 25 de agosto. E, para surpresa de todos, a filmagem realizada no Ecoa foi a escolhida para ser exibida em rede nacional, sinal de que o projeto tem consistência e experiência para desenvolver não só esse, mas diversos outros projetos e beneficiar muito mais crianças e jovens.

De acordo com Eledi, o projeto tem como meta oferecer algo muito mais abrangente aos jovens do que simplesmente inseri-los no mercado de trabalho. “Eles vão receber orientações em diversas áreas e a oportunidade de alcançarem um conhecimento pessoal também. O trabalho psicossocial será para isso, para que desenvolvam suas habilidades e se reconheçam dentro de uma sociedade que é massificante e não traz muitas oportunidades”, comentou. Entre as inúmeras atividades, estão previstas atividades culturais, a fim de ampliar repertório e referências.
Esse sentido de ver a vida de forma mais ampla é o que o Ecoa já vem fazendo desde sua fundação. Em um dos vídeos feitos com jovens do projeto, disponível no You Tube, o garoto Everton Luís dos Santos, agora já adulto, fala que a primeira coisa que as pessoas dizem é que os adolescentes participam das atividades da instituição para não ficarem na rua, “para não aprender coisa errada”. Sobre isso, ele exemplifica: “A gente achava que o mundo era ali. A partir do momento em que pulamos o muro, tem tudo para a gente descobrir. Começamos a conhecer tea-tro, praia, zoológico onde, muitas vezes, pessoas como eu não têm oportunidade. Tudo isso influenciou bastante e ampliar repertório e referências.
Esse sentido de ver a vida de forma mais ampla é o que o Ecoa já vem fazendo desde sua fundação. Em um dos vídeos feitos com jovens do projeto, disponível no You Tube, o garoto Everton Luís dos Santos, agora já adulto, fala que a primeira coisa que as pessoas dizem é que os adolescentes participam das atividades da instituição para não ficarem na rua, “para não aprender coisa errada”. Sobre isso, ele exemplifica: “A gente achava que o mundo era ali. A partir do momento em que pulamos o muro, tem tudo para a gente descobrir. Começamos a conhecer tea-tro, praia, zoológico onde, muitas vezes, pessoas como eu não têm oportunidade. Tudo isso influenciou bastante e ampliar repertório e referências.
Esse sentido de ver a vida de forma mais ampla é o que o Ecoa já vem fazendo desde sua fundação. Em um dos vídeos feitos com jovens do projeto, disponível no You Tube, o garoto Everton Luís dos Santos, agora já adulto, fala que a primeira coisa que as pessoas dizem é que os adolescentes participam das atividades da instituição para não ficarem na rua, “para não aprender coisa errada”. Sobre isso, ele exemplifica: “A gente achava que o mundo era ali. A partir do momento em que pulamos o muro, tem tudo para a gente descobrir. Começamos a conhecer tea-tro, praia, zoológico onde, muitas vezes, pessoas como eu não têm oportunidade. Tudo isso influenciou bastante
Para doar para o Criança Esperança e contribuir com o Ecoa, acesse: https://redeglobo.globo.com/crianca esperanca/
As doações podem ser feitas por meio do site do projeto ou por telefone. Todos os recursos são depositados diretamente na conta da Unesco.
Para assistir o programa na Globo Play, acesse: https://bit.ly/3zH1BAi. O Ecoa aparece no momento 01:06:30.
Para ficar por dentro dos trabalhos desenvolvidos pela instituição, acompanhe as páginas https://www.facebook.com/ecoabraganca e https://www.instagram.com/ecoabraganca.
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