Foto: Fabio M. Salles
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Cultura

Em show intimista, Oswaldo Montenegro sobe ao palco da Casa de Cultura neste sábado

O artista fará duas apresentações de sua nova turnê, “Lembrei de Nós”, e promete emocionar o público com canções que marcaram época e novas composições

O cantor e compositor Oswaldo Montenegro sobe ao palco da Casa de Cultura de Bragança Paulista neste sábado, 14, para um show intimista em duas sessões, às 19h e às 21h30. Revezando a viola de 12, o violão de 6 e o piano, o artista apresenta sua nova turnê “Lembrei de Nós”, na qual canta grandes sucessos de sua carreira.

Além da faixa que dá título ao show e outras novas composições, como “Não há Segredo Nenhum”, o roteiro inclui “Lua e Flor”, “Bandolins”, “A Lista”, “Estrelas”, “Estrada Nova” e tantas outras canções que marcaram a carreira deste músico, que, com personalidade única, escreveu seu nome na história da arte brasileira.

Em entrevista exclusiva ao Jornal Em Dia, Oswaldo contou sobre sua nova turnê e o que o público pode esperar deste momento. “Eu acho que o 'Lembrei de Nós' vai ser mais do que um show, vai ser um encontro. Eu vou tocar muitas canções, vou variar entre o violão e o piano, vou bater papo com o público, e desse papo surgem muitas canções que não estão no roteiro e que eu faço questão de tocar”, entrega.



Foto: Marcelo Castello Branco
 

A interação com os fãs também é marca registrada de seus shows, ele ressalta, o que torna esse encontro ainda mais especial. “Fui criado em meio à serenata de São João Del Rei, Minas Gerais, então, pra mim, a minha carreira é uma eterna busca dessa sensação da serenata, e ela só vem quando há uma interação entre o público e eu, entre a plateia e o artista. Então, faço questão de conversar muito e de realmente tocar as músicas que o público pede. Pra mim, é uma grande honra saber que uma canção que eu compus fez parte da vida de uma pessoa e lhe fez companhia em algum momento da sua vida”, afirma.

Oswaldo está celebrando 50 anos de sua premiada carreira – uma “trajetória de prazer”, na visão do artista. “Considero um privilégio poder viver do que eu mais amo fazer, trabalhar no que eu gosto, saber que a minha arte pode fazer bem a alguém. Então, minha avaliação desses 50 anos é, acima de tudo, de gratidão por ter tanta alegria com o trabalho que eu faço”, relata.

Nestas cinco décadas, o menestrel compôs canções que atravessaram gerações e que embalam trilhas sonoras de muitos brasileiros. É o caso da provocativa “A Lista”, na qual, em vez de dar conclusões, ele instiga reflexões (“Faça uma lista de grandes amigos / Quem você mais via há dez anos atrás / Quantos você ainda vê todo dia? / Quantos você já não encontra mais?”). “Compus ‘A Lista’ quando percebi que os cabelos brancos são irreversíveis, quando você chega em um momento da vida em que quer saber o que conseguiu reter e o que deixou escapar. Chega um momento da vida em que a gente quebra o nosso ego, a vaidade vai embora e é como se a mochila ficasse mais leve, com cada vaidade que a gente joga fora. ‘A Lista’ é isso. Por isso que ‘A Lista’ só tem perguntas, eu não tenho nenhuma afirmação”, pondera.

Se fosse fazer uma lista pessoal, de seu trabalho como artista, Oswaldo diz que algumas coisas mudaram, mas um traço em especial o acompanha em sua jornada. “Sem dúvida, a característica que eu preservo é o prazer de exercer minha arte, de viver dentro da arte, de viver na estrada. Eu toco, canto e componho com a mesma emoção que fazia quando era muito, muito jovem, e isso se preservou. E o que mudou de 10 anos pra cá é que há 10, 12 anos, eu estava muito envolvido em fazer cinema, em escrever e dirigir filmes, e agora estou absolutamente concentrado na música”, pontua.

Carregando consigo a experiência, a intimidade e a emoção nas apresentações Brasil afora, o cantor e compositor de 66 anos reconhece a importância dos adventos da modernidade, mas segue apostando em uma fórmula atemporal: a da conexão humana, na sua forma mais crua. “Hoje em dia os aparatos tecnológicos estão muito sofisticados, e o público meio que já se acostumou com isso. Isso já ficou até comum. Eu acho que o grande retorno está em estabelecer uma comunhão humana com o público. Voltar a ver o artista ali, em cima da linha, sem rede por baixo, sem a rede de proteção. Ver o artista na sua forma mais orgânica. É isso que, pra mim, tem que ser o espetáculo que estou fazendo. O ‘Lembrei de Nós’ é exatamente isso”, explica.



Foto: Marcelo Dischinger
 

Oswaldo esteve em Bragança Paulista com o show “Serenata”, em 2019, com casa lotada e, agora, retorna à cidade novamente com ingressos esgotados para a primeira sessão, às 19h. “Bragança Paulista sempre me recebeu muito bem, e dessa vez, até bem demais, já que a imensa procura provocou uma sessão extra, às 21h30. Então estou muito feliz, estou honrado de fazer essa segunda sessão”, fala.

Em ambas, o artista promete surpreender o público com um repertório diversificado e muita história para contar. “Estão todos convidados para essas duas sessões, que na verdade serão diferentes uma da outra, porque o repertório vai ser muito calcado no que eu conversar com o público. Então, naturalmente, um roteiro vai ser diferente do outro. Vai ser, pra mim, uma coisa muito interessante fazer um show às 19h e outro diferente às 21h30. Um beijo a todos!”, conclui.

SERVIÇO

Data: sábado, 14 de maio

Horário: às 19h e às 21h30

Local: Casa de Cultura de Bragança Paulista – Rua Cel. Assis Gonçalves, 243, Centro

Ingressos: https://megabilheteria.com/evento/temporada?id=20190824121546

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