Em sua 14ª edição, Festival de Arte Serrinha se consolida como um dos maiores movimentos culturais no interior paulista

Em sua 14ª edição, o Festival de Arte Serrinha, que acontece anualmente no bairro rural de Bragança Paulista sob curadoria de Fábio Delduque, se consagra como um dos mais importantes do interior, ao lado de grandes festivais como a FLIP em Paraty e o Festival de Inverno de Campos do Jordão.

Sob o tema “Ressonhar mundos”, o festival de 2015 foi marcado pela intensidade das produções artísticas. Durante três semanas, abrigou oficinas de artes visuais, criação multimídia, fotografia, dança, teatro, moda e música, todas com grandes nomes do mundo das artes. Agnaldo Farias, Dora Longo Bahia, Edith Derdyk, Dudu Bertholini, Gal Oppido, BijaRi e Guilherme Leme foram alguns dos convidados que participaram desta edição do festival multidisciplinar. O tema propôs uma reocupação poética da paisagem por meio da arte contemporânea, de acordo com Delduque.

Neste ano, a novidade foi a residência artística musical de dez dias, com Benjamim Taubkin, Jaques Morelenbaum e Marcos Suzano. Marcelo Machado, diretor do documentário Tropicália, documentou a experiência para um filme que deve ser lançado em breve. Foi a primeira vez que o festival abriu um espaço totalmente voltado para a pesquisa e criação musical. Os músicos residentes fizeram experimentações musicais ao ar livre dentro do vasto território da Fazenda Serrinha e também no estúdio musical criado especialmente para esta residência, no Ateliê do festival.

E não foi só a música que teve espaço especial no festival. Durante duas semanas, a Serrinha abrigou uma residência artística com o brasileiro Daniel Acosta e o colombiano Alberto Baraya, o que gerou uma obra permanente para o Parque de Instalações da Fazenda. O parque, durante todo ano, recebe visitas guiadas, promovidas pela equipe do Educativo Serrinha, o que também aconteceu durante o festival.

O festival também apresentou performances, sessões de cinema e shows: Otto, Mayra Andrade, Márcia Castro, Canções Velhas para Embrulhar Peixes, Tatá Aeroplano, Criolina e Badi Assad foram alguns dos nomes que marcaram presença.

Além disso, o festival também atua nos bairros ao redor da Fazenda. Cerca de 150 moradores da Água Comprida e Serrinha participaram das atividades neste ano, por meio de oficinas artísticas de desenho, cerâmica, quadrinhos, culturas étnicas, clown, entre outros. A maior parte da programação do Festival de Arte Serrinha é gratuita, com exceção de algumas oficinas e os shows que acontecem no Galpão Busca Vida.

As atividades do festival terminam neste domingo, com show da cantora, compositora e instrumentista Alzira Espíndola, às 19h, no Teatro Rural. E no próximo sábado, 1º de agosto, o Galpão Busca Vida recebe a banda Bixiga 70, que mistura elementos da música africana, brasileira, latina e do jazz, para encerar oficialmente a 14ª edição do Festival de Arte Serrinha.

Para ver imagens do que rolou nessas três semanas, acesse: http://www.arteserrinha.com.br/ ou https://www.facebook.com/festivaldearteserrinha.

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