Na quarta-feira, 11, a Escola Estadual Dr. Fernando Amos Siriani foi alvo de sensacionalismo midiático após enfrentar problemas com um aluno com deficiência intelectual que passou a quebrar o imóvel e ameaçar professores e estudantes com uma tesoura ao entrar em um surto psiquiátrico.
Informações prestadas por servidores que trabalham na instituição dão conta de que, por volta das 12h45, quando os alunos acabavam de entrar para as aulas do período da tarde, o estudante, de 14 anos, passou a quebrar as dependências do estabelecimento apresentando um comportamento agressivo e totalmente descontrolado. Professores tentaram contê-lo, mas o clima de tensão se instalou, crianças entraram em desespero e a Polícia Militar foi acionada.
Várias viaturas da PM estiveram no local, além de ambulâncias do Samu. Pelas redes sociais, a escola foi atacada com postagens sensacionalistas que apontavam que houve facadas, professora com AVC e criança com a perna quebrada. No entanto, a reportagem apurou que um aluno sofreu ferimentos na perna ao se machucar na hora do tumulto. Não houve esfaqueamentos, fraturas e nem vítima de AVC.
A Diretora do estabelecimento foi procurada e informou que uma nota técnica será emitida pela Diretoria Regional de Ensino para maiores esclarecimentos.
O aluno, que já vem apresentando desvios de conduta desde o início do ano letivo, foi encaminhado à UPA, medicado e afastado para tratamento médico psiquiátrico.
Após o ocorrido, verificou-se que a escola vem pedindo auxílio aos órgãos competentes para amparar a família do adolescente e encontrar soluções para a escola já há bastante tempo, uma vez que, em outra ocasião, o mesmo aluno agrediu uma professora de apoio, além de fugir das dependências do estabelecimento, embrenhando-se no meio da mata que beira a Rodovia Capitão Barduíno.
Na última terça-feira, após nova fuga, embrenhou-se na mata da Hípica Jaguari, de onde só foi retirado pela Polícia Militar.
Na quinta-feira, 12, toda a Equipe do CONVIVA da Diretoria de Ensino de Bragança Paulista esteve presente na escola, oferecendo suporte e apoio psicológico aos alunos, familiares e servidores, reforçando a importância do acolhimento e da assistência especializada para garantir o bem-estar de todos os envolvidos.
Apesar dos desafios, servidores afirmaram que a escola segue empenhada na construção de um ambiente escolar mais seguro e acolhedor. Nos dias 3 e 4 de junho, foi realizado o Dia “C” da Convivência, um evento aberto à comunidade para discutir temas como bullying, ciberbullying e violência nas redes sociais, no intuito de promover a paz e o bom convívio escolar. “A presença ativa da comunidade reforça o compromisso da instituição com a educação inclusiva e o respeito entre todos” afirmou uma professora.
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