Durante o período de quarentena e encerrando o mês de abril, o escritor bragantino Antônio Sonsin lançou quatro novos livros: Cuba - O último reduto da liberdade, A culpa é do sexo, O pastor - Os bastidores da fé e Akahin - O novo tempo.
Em contato com a reportagem do Jornal Em Dia, Sonsin disse que pretende fazer mais três lançamentos em maio, como prova de cumprimento integral à quarentena, devido ao coronavírus, e prometeu um coquetel de lançamento, assim que esse período passar, para comemorar não só os lançamentos de seus novos livros, mas o fim de uma fase, na qual todos devem fazer um esforço e evitar novas contaminações.
De acordo com o escritor, por enquanto, os leitores que estão em casa podem comprar os quatro livros sem sair de sua residência e se expor a riscos. Basta entrar no site: www. clubedeautores.com.br, buscar o nome do autor, e então escolher o livro desejado.
Confira a sinopse dos livros recém-escritos por Antônio Sonsin:
UMA REPORTAGEM NA ILHA
Passados sessenta anos de sua revolução, Cuba permanece um tema polêmico, mesmo com sua pouca relevância no cenário geopolítico atual, por ainda ser um estandarte ideológico ostentado por uns e combatido por outros.
A experiência cubana causa reações variadas. Por um lado, se a ideia de um sistema com educação e saúde inclusivas, gratuitas e de qualidade é sedutora, por outro, a carência material e a repressão às opiniões divergentes causam aversão. Mas tal confronto não oferece a maior dificuldade racional, embora não seja pequeno o dilema que propõe. Resta uma questão ainda mais sutil: o sistema cubano é defensável dentro das condições dadas? Em qual medida o embargo é responsável pelas penúrias materiais de seu povo e quanto serve de muleta para as ineficiências do regime em lidar com todo o leque de necessidades de seus cidadãos? Além disso, como lidar com novas gerações, para quem a luta contra a ditadura de Batista não é nada mais que matéria escolar, que ambicionam progresso econômico e realização de sonhos, fúteis ou não?
O que temos aqui é o relato de uma viagem (Sonsin passou quase todo mês de fevereiro em Cuba), de alguém que sempre buscou uma saída digna para a humanidade.
CONTOS REAIS
Sobre o livro, Henriette Effenberger escreveu:
“O culpado é o sexo, cujo título, a meu ver, deveria ser “A culpa é do machismo”, o autor pretende contar na voz e com o estilo de alguns escritores nacionais e estrangeiros casos ocorridos nas comunidades em que ele transita ou transitava.
Com esse espírito, observamos o insólito encontro entre Nelson Rodrigues e Plínio Marcos. Ou vamos parar numa padaria do Bixiga e ouvir a conversa entre Luiz Fernando Veríssimo e Mário Prata.
Talvez o leitor se surpreenda com a prosa entre Jorge Amado e Vinicius de Moraes, ocorrida nos anos oitenta do século passado, durante um voo, na Panair, extinta pela ditadura militar nos anos sessenta. Mas em literatura tudo é possível, principalmente quando o autor se chama Antônio Sonsin!
Fechando o livro, no saguão do aeroporto de Recife, Ariano Suassuna se encontra com Gabriel Garcia Marquez, o qual após receber o Prêmio Nobel de Literatura, é obrigado a descer na capital de Pernambuco, em uma escala forçada do avião que o levaria de volta à Colômbia.
Com exceção de Luiz Fer-nando Veríssimo e Mário Prata, os quais para a alegria dos leitores estão vivos, os demais não poderão contestar essas conversas”.
ROMANCE-FICÇÃO
O enredo do livro é bastante objetivo. Nas primeiras páginas, já é possível identificar do que se trata. Como o autor já havia mencionado, o livro possui, sim, uma abordagem um tanto agressiva, porém significativa. Dá para absorver seu ponto principal e a crítica por trás do enredo. Zéca é um personagem difícil de se decifrar inicialmente. Ele parece salafrário, assim como Jóca, mas parece que após um tempo, ele realmente passa a acreditar nas próprias palavras e age como um verdadeiro crente, o que logo nota-se que ele não é. Infelizmente, o mundo está cheio de atores como Zéca, que finge ser quem não é e que ludibria uma infinidade de pessoas que realmente acredita que é Deus o usando. É por esse tipo de gente que a religião acaba se manchando. Nem todos são como ele, mas é o que está em vista, é usado como parâmetro.
Apesar de Jóca ter tentado se redimir e fazer a coisa certa, ele não poderia se eximir de seus feitos. Ele também errou muito, mas pagou do jeito errado.
FICÇÃO NA AMAZÔNIA
Continuação de Akanis e Aztlan, trata-se de uma ficção científica iniciada numa cidade desconhecida no meio da Amazônia, onde uma sociedade avançada busca salvar o mundo.
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