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Redescobrindo

Esfirra da Lúcia

No feriado de segunda-feira, aproveitando minha folga no trabalho e a presença da minha cunhada, Maria Lúcia, aqui na cidade, sugeri que fizéssemos na véspera esfirras, uma receita que ela prepara para a família há muito tempo, com uma massa deliciosa, que leva iogurte natural. Atualmente tenho comprado o pote maior, de 420 ml, que, além de mais barato, dá para ser consumido depois ou preparar o bolo de coalhada (iogurte) que trouxe semana passada. Para não ter erro, uso a medida de 200 ml (hoje os potes só têm 150 ml).

A ideia inicial era começarmos “os trabalhos” de manhã para que estivessem prontas na hora do almoço. Quando cheguei no sítio onde ela fica hospedada, a Lúcia já estava com parte do processo pronto: preparou o recheio e estava somente esperando o fermento Fleischmann para iniciar a massa. Deu para perceber que a proposta de ajuda mútua foi em vão.

Com a maior habilidade e prática de quem repete esse ritual desde sempre, percebi, in loco, o quanto me desorganizo, especialmente ao colocar as esfirras para assar, pois Lúcia usou três assadeiras que nem sujou, visto que ela as forrou com papel alumínio, onde couberam as 60 esfirras da receita. Eu, certamente, usaria ao menos o dobro e as teria untado tradicionalmente, (o que dá um trabalhão para lavá-las depois).

O resultado, além de elogios à esfirra pronta e à pessoa da Lúcia, foi um grande aprendizado da minha parte, pois fiquei apenas observando e somente passei a gema para colocá-las no forno. Guardem a receita e façam.

ESFIRRA DA LÚCIA

(Comece preparando o recheio)

Recheio: 600 gramas de carne moída crua

 - 4 cebolas picadinhas

 - Caldo de 3 limões

 - 6 tomates picados

 - 100 gramas de margarina com sal

Misture tudo muito bem com a mãos e reserve para agregar os sabores. Quando a massa crescer e estiver pronta para porcionar as bolinhas, passe a carne para um escorredor de macarrão para tirar todo líquido e ficar mais sequinha para usar. Não coloque sal.

Massa: 60 gramas de fermento biológico (Fleischmann)

 - 2 colheres (sopa) bem cheias de açúcar

 - 1 colher (sopa) rasa de sal

 - 1 copo de iogurte natural sem açúcar (200 ml)  

 - 1 copo de leite morno (use o mesmo copo acima)

 - 1 copo de óleo (idem)

 - 1 ovo inteiro

 - Farinha para amassar (quase 1 quilo)

Misture todos os ingredientes, amasse formando uma massa lisa e deixe-a crescer coberta com um pano (na segunda-feira, levou mais tempo devido ao clima estar meio frio). Faça bolinhas (tamanho de ping-pong) e vá colocando sobre a mesa. Ao chegar na última, a primeira já cresceu o suficiente para ser aberta na palma da mão (pode usar rolo se preferir) e recheada. Feche como um triângulo formando as esfirras.

Coloque em assadeira forrada com papel alumínio, pincele gema e leve assar. Desenforme morna.

Maria Inês de Oliveira Chiarion Zecchini é professora de Educação Infantil nesta cidade e autora do livro “Redescobrindo – receitas da cozinha bragantina”. Faz parte da Associação dos Escritores de Bragança Pau- lista (Ases), foi membro fundadora da Academia Bragantina de Letras (ABL) de 2005 a 2008, e colunista do jornal Cidade de Bragança de 2005 até 2011.

Até nosso próximo encontro!

Para sugestões, críticas e temas para as próximas colunas, escreva para: miocz@yahoo.com.br.

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