O ano de 2020 foi marcado por desafios. Mudou completamente as relações: no trabalho, na vida acadêmica, nas escolas, nas famílias, em sociedade... Mudou o jeito de nos comunicarmos, de sairmos às ruas, de cumprimentarmos pessoas, de nos conectarmos com o próximo.
Se, por um lado, nos aterrorizou com as notícias de mortes por Covid-19 – só no Brasil, são mais de 188 mil óbitos até o momento e 100 em Bragança Paulista –, por outro, trouxe oportunidades, superações e reflexões. Nos ensinou o que era teletrabalho, ensino on-line; nos permitiu ter mais tempo em casa, com pessoas queridas; nos levou a praticar mais a fraternidade. Nos fez pensar mais no valor na vida, nos fez compadecer com a dor do próximo e pensar no coletivo para tentar vencer o inimigo invisível.
Se, por um lado, há irresponsabilidade da mais alta autoridade do país, por outro, cientistas, médicos, profissionais da saúde, entidades e cidadãos comuns se unem para disseminar informações e fazer o bem. Para tentar acalmar os ânimos e convencer a todos nós de que tudo isso vai passar. Para formular uma vacina milagrosa, que já está a caminho, para espalhar medidas protetivas, para nos lembrar de agir em conjunto. Não mais damos as mãos, mas as lavamos e usamos álcool em gel, usamos máscaras, praticamos o distanciamento. É preciso agir para superar.
Nós, da imprensa, reportamos esses trágicos números – que não são só números, são vidas, são famílias, pais, mães, filhos, pessoas amadas pelos seus – mas em contrapartida, temos o poder de darmos boas notícias e o dever de sermos otimistas, de sermos esperançosos em dias melhores. E o que nos faz pensar assim é, principalmente, a solidariedade.
A generosidade, a ternura, a bondade e a empatia nunca se fizeram tão fundamentais. Nunca antes tantos se uniram em uma só causa, a de tentar amenizar a dor do outro – aquele que perdeu alguém para o vírus, aquele que perdeu o emprego, aquelas instituições que viram a arrecadação despencar, aquele, marginalizado, que mora nas ruas e se tornou ainda mais invisível e negligenciado pelo estado, aquela criança que não vai ganhar um presente neste Natal, aquele que tem fome e não terá uma ceia farta com a família.
Dizem que uma crise traz consigo novas possibilidades. E por mais trágico que seja todo esse cenário, devemos nos agarrar neste lema. Se a magia do Natal traz consigo a crença no novo, na felicidade, na união, vamos aproveitá-la para renovar as esperanças. Nesta passagem do Novo Ano – nem que ele venha acompanhado do “novo normal” – vamos pausar, respirar, recarregar as baterias.
Que nossas resoluções do Ano-novo nos inspirem! Que façamos votos de mais temperança, mais saúde, mais boas energias. Que os próximos 365 dias que se aproximam venham com mais leveza. E que não nos esqueçamos, quando tudo isso tiver passado, de que somos um e que somente o amor ao próximo pode levar à construção de uma sociedade mais fraterna.
Por isso, o Jornal Em Dia traz, nesta edição especial de Natal, histórias que inspiram e nos fazem crer em um amanhã melhor. Entidades e pessoas comuns, de Bragança Paulista, se engajaram para fazer o Natal de diversas famílias mais feliz e levar a esperança na renovação.
Esperamos que esses relatos possam convencê-lo, caro leitor, de que a Magia do Natal existe e que um mundo melhor se constrói com ações pautadas no respeito, na comunhão, na fé. Que tempos difíceis vêm para aperfeiçoar o aprendiz e que sairemos desta, juntos, mais fortes.
Desejamos um Feliz Natal a todos os nossos leitores e parceiros e um Ano Novo de luz e prosperidade! Seguimos na esperança de dar notícias melhores em 2021 e que o Ano Novo seja de mais responsabilidade, afeto e harmonia. Boas Festas!
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