Fogazza e focaccia: nomes e sabores... Hoje, o assunto são essas duas delícias de origem italiana.
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A dúvida veio (e, de novo, percebo o acerto da escolha do nome da coluna – Redescobrindo, quando da sugestão de meu primo Paulo), depois de meu passeio à tradicional Festa de Nossa Senhora de Achiropita, no Bairro do Bixiga, em São Paulo, no sábado passado.
Explico: por alguns finais de semana, inclusive este, que será o último, acontece essa tradicional festa italiana no bairro de São Paulo e, dentre as muitas barracas de comidas típicas, uma que faz muito sucesso e onde as filas dão voltas muito antes de iniciar a festa, que é “aberta” às 18h com a bênção especial, é a da fogazza; além das barracas do espaguete, da polenta e dos doces típicos também. Às 16h30, quando chegamos ao local, já havia mais de cinquenta pessoas esperando na fila e, quando o atendimento começa, são cerca de 50 minutos a uma hora de espera; sem falar no “mar” de gente passando pelo espaço.
E claro, esse salgado, um tipo de pastel com massa do tipo pão de batata, foi nossa primeira opção, afinal, a “página” da festa no Instagram deixa qualquer um com um apetite voraz para experimentar a fogazza.
E, chegando em casa, fui procurar uma receita antiga de fogazza (que leva o nome também de ficazzella) que a Cleide Vilches, amiga da família, deu há muitas décadas para a minha mãe. Foi esta a fogazza que fiz e trago a vocês para um lanche da tarde, menos massuda que a da Achiropita, acreditem e testem.
E quem acompanha minhas receitas poderá se lembrar e se perguntar: mas e aquela receita da amiga dela, a focaccia, é a mesma? Achei essa diferença bem fácil de lembrar, apesar de ainda confundir a escrita dos nomes. Olha aí:
“Muita gente confunde os nomes por eles serem parecidos, porém são salgados muito diferentes um do outro. A fogazza é frita e geralmente é pequena, podendo servir apenas uma pessoa. Já a foccacia é assada, a pronuncia correta seria ”focátchia” (fokátia), tem um tamanho maior, parecido com uma torta ou pizza, podendo servir várias pessoas”.
Massa:
- 1 tablete (15 gramas) de fermento biológico (Fleischman)
- 1 colher (chá) de açúcar
- 1 e meia xícaras (chá) de água morna
- 1 batata média cozida e amassada (cerca de 300 gramas)
- 1 colher (sobremesa) de sal
- 3 colheres (sopa) de óleo
- 500 a 600 gramas de farinha de trigo
Dissolva o fermento na água morna, junte o açúcar, o óleo e a batata e misture bem. Acrescente o sal e a farinha de trigo e sove bem até ficar uma massa lisa. Se necessário, unte as mãos com um pouco de óleo sem aumentar muito mais a farinha.
Deixe a massa coberta crescendo por 30 minutos.
Recheio:
- 4 tomates sem pele cortados em cubo (pode colocar tomates cereja)
- 200 gramas de mussarela ralada ou em cubos pequenos
- 1 colher (café) de orégano
- Sal
- Pimenta
Azeitona (opcional – eu não coloquei)
Óleo suficiente para fritar por imersão
Depois de crescida a massa, separe em bolinhas maiores que de ping pong. Abra cada uma com rolo ou com as mãos, sem deixar muito fina. Coloque sobre cada massa cerca de 1 colher (sobremesa) de recheio e feche como pastel torcendo as pontas.
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Frite em óleo quente dourando dos dois lados.
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Rende cerca de 18 a 20 fogazzas
Até nosso próximo encontro!
Para sugestões, críticas e temas para as próximas colunas, escreva para: miocz@yahoo.com.br.
Maria Inês de Oliveira Chiarion Zecchini é professora de Educação Infantil nesta cidade e autora do livro “Redescobrindo – receitas da cozinha bragantina”. Faz parte da Associação dos Escritores de Bragança Paulista (Ases), foi membro fundadora da Academia Bragantina de Letras (ABL) de 2005 a 2008, e colunista do jornal Cidade de Bragança de 2005 até 2011.
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