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Cultura

Gisele Bovolenta lança seu primeiro livro de crônicas

A assistente social, professora, escritora e autora da Coluna Olhar Social no Jornal Em Dia Bragança, Gisele A. Bovolenta, está lançando seu primeiro livro de crônicas. Intitulada “Crônicas de uma vida só”, a obra é composta por textos “que se propõem simples, mas com histórias complexas, que buscam provocar e inquietar quem as lê”.

Observadora contumaz e curiosa do seu tempo, Gisele afirma que as crônicas formam “camadas de sentido que transitam do individual ao coletivo, do pessoal ao político, numa tentativa de transportar-se de si mesma para costurar, organizar e remontar os pensamentos e inquietações neles expressos”.

História vividas, narradas, criadas, imaginadas...; palavras ditas, ouvidas, pensadas ou construídas são parte do enredo que compõe essa coletânea de textos. Seus personagens – ora reais, ora fictícios – colaboram em contar ou encenar essas histórias, deixando para que as lê o exercício de continuá-las ou apenas refletir sobre elas.

“Crônicas de uma vida só” foi escrito nos últimos três anos e, segundo a autora, nasceu a partir do desejo de compartilhar o que estava guardado em sua mente e em seu coração, sobretudo após a morte de seu pai, em fevereiro deste ano. “A obra chegou a participar de um concurso nacional e foi, na ocasião, classificada. Depois disso, foi engavetada e recentemente os textos foram revistos, revisados e outros foram acrescentados, dando novamente protagonismo à obra que renasce após a morte do meu pai – a quem dedico cada história contada”, explica Gisele, ressaltando que, para ela, escrever tem sido, sobretudo, uma forma de viver esse luto.

SINOPSE

“Crônicas de uma Vida Só” configura-se como um mosaico de narrativas independentes, interligadas por temas universais que compõem um painel coletivo das experiências humanas atuais. A obra se apresenta como uma coletânea de crônicas que, embora fragmentadas, criam uma trama coerente por meio de personagens, cenários e conflitos. A organização em blocos permite retratar experiências ou reflexões específicas, estabelecendo uma progressão que vai do cotidiano pessoal a questões sociais mais amplas.

A narrativa se desenvolve como uma espiral que cresce a partir de ambientes íntimos para contextos sociais expandidos, possibilitando que cada história tenha autonomia e, simultaneamente, contribua para a formação de um panorama maior sobre a existência humana. Essa disposição favorece uma leitura não linear, lembrando uma galeria de retratos que podem ser apreciados em qualquer ordem sem comprometer a compreensão global da coleção.

Nas últimas páginas, essa estrutura atinge sua culminância. Os textos “No meio do caminho tinha uma árvore” e “Machadinha” se destacam ao estabelecer paralelos simbólicos sobre a devastação ambiental e a pobreza na infância. Os relatos da árvore cortada e do menino afastado da escola para trabalhar servem como metáforas interligadas de um mesmo processo de violência institucionalizada.

Para adquirir seu exemplar, acesse: livrariaipedasletras.com/ficcao/geral/cronicas-de-uma-vida-so.

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