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Saúde

Governo retoma imunização de grávidas e puérperas com comorbidades com vacinas do Butantan e da Pfizer

Imunização desses grupos com vacinas da Fiocruz foi suspensa pela Anvisa

Na segunda, 10, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), emitiu nota suspendendo a vacinação de grávidas e puérperas com comorbidades, o que estava previsto para acontecer a partir da terça, 11, em todo o estado.

A agência afirmou que a suspensão é resultado de eventos adversos feitos de forma constante sobre as vacinas contra a Covid em uso no país. A aplicação off label de vacinas, ou seja, em situações não previstas na bula, só deve ser feita mediante avaliação individual por um profissional de saúde que considere os riscos e benefícios da vacina para a pessoa. A bula atual da vacina contra a Covid-19 da Astrazeneca/Fiocruz não recomenda o uso da vacina sem orientação médica.

Na quarta, 12, a Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Divisão de Vigilância Epidemiológica (Dive), informou que,  assim que recebeu o comunicado da agência reguladora, ligou para as mulheres que haviam realizado o agendamento no site da Prefeitura, para cancelar o procedimento.

Também na quarta, o governo do estado anunciou que retomará a vacinação para estes grupos, na próxima segunda, 17. A data foi definida graças ao remanejamento da vacinação e entrega de mais doses da vacina do Butantan ao Ministério da Saúde e à chegada de mais imunizantes da Pfizer a São Paulo

No total, 100 mil gestantes e mulheres adultas (com 18 anos ou mais) que tiveram partos recentes poderão se vacinar com estes dois tipos de vacinas.

As grávidas em qualquer período gestacional deverão também apresentar comprovante de acompanhamento e/ou pré-natal ou laudo médico. As puérperas podem utilizar a declaração de nascimento da criança.

Para ambos os casos, é necessário comprovar a comorbidade apresentando documentos de saúde  como exames, receitas, relatório ou prescrição médica, bem como cadastros pré-existentes nas UBS (Unidades Básicas de Saúde).

Confira a relação de comorbidades definidas pelo Ministério da Saúde:

• Doenças Cardiovasculares

• Insuficiência cardíaca (IC)

• Cor-pulmonale (alteração no ventrículo direito) e Hipertensão pulmonar

• Cardiopatia hipertensiva

• Síndromes coronarianas

• Valvopatias

• Miocardiopatias e Pericardiopatias

• Doença da Aorta, dos Grandes Vasos e Fístulas arteriovenosas

• Arritmias cardíacas

• Cardiopatias congênitas no adulto

• Próteses valvares e dispositivos cardíacos implantados

• Diabetes mellitus

• Pneumopatias crônicas graves

• Hipertensão arterial resistente (HAR)

• Hipertensão arterial – estágio 3

• Hipertensão arterial – estágios 1 e 2 com lesão e órgão-alvo e/ou comorbidade

• Doença Cerebrovascular

• Doença renal crônica

• Imunossuprimidos (transplantados; pessoas vivendo com HIV; doenças reumáticas em uso de corticoides; pessoas com câncer).

• Anemia falciforme e talassemia maior (hemoglobinopatias graves)

• Obesidade mórbida

• Cirrose hepática

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