
Começou no mês de março e vai até julho a colheita da mandioca (a famosa macaxeira ou aipim) e, para mudar o cardápio de casa, esta raiz é excelente para preparos saborosos; pedi ao caseiro do sítio para colher a raiz.
Uma parte das mandiocas eu cozinhei e congelei para fazer os preparos de mandioca frita em tirinhas e a cobertura do escondidinho de carne moída, além do pão de mandioca, receita que trago hoje. Deixei já descascada e crua em tigela com água, dentro da geladeira, uma porção para ralar e preparar um bolo, receita antiga que noutra oportunidade trarei aqui.
Esta receita do pão de mandioca ganhei da Cleusa, esposa de um colega num curso de Protagonismo Ambiental que fiz no ano de 2015, o Abner Sperendio, que levou o pão para a ceia de encerramento.
O processo inicial é preparado no liquidificador e, depois, mistura-se a massa líquida na farinha de trigo até chegar ao ponto de sovar a massa para que resulte em pães fofinhos e com furinhos, sem ficarem massudos. A receita rende 4 pães, que duram alguns dias conservados em sacos plásticos, em lugar arejado, senão emboloram por não ter conservantes. Eu costumo guardar um na geladeira e, se não presenteio alguém, coloco os restantes para congelar no freezer, pois assim duram muito, e os tiro de acordo com a necessidade.
Ingredientes
500 gramas de mandioca (pese já sem casca e cozida)
2 xícaras (chá) de água (pode usar a do cozimento)
2 ovos inteiros
1 xícara (chá) de óleo
90 gramas de fermento biológico (ou substitua pela quantia referente ao seco, desidratado)
1 colher (sopa) de sal
2 colheres (sopa) de açúcar
Modo de preparo
Coloque todos os ingredientes acima, nesta ordem, no copo do liquidificador e bata até virar um creme.
Numa tigela grande, despeje 1 quilo de farinha de trigo e vá agregando devagar o líquido à farinha, usando para isso uma colher grande. Quando juntar toda a farinha, tire a massa da tigela e passe para uma superfície limpa, lisa e com pouca farinha; amasse bem e sove (coloque força nela) para trabalhar a fermentação.
Retire da massa um punhado (do tamanho de uma fubeca), e coloque esta porção num copo com água, deixando num canto da pia. Deixe a massa na tigela descansar de 20 a 30 minutos e, enquanto isso, pegue duas assadeiras e unte-as com óleo e farinha de trigo.
Depois que começou o crescimento, abaixe a massa tirando o ar, e divida-a em 4 partes.
Amasse cada parte um pouco mais, estique com as mãos tentando formar um retângulo e enrole como rocambole. Se quiser colocar bacon frito, torresmo triturado ou qualquer outro recheio como uma pasta de ervas frescas e manteiga, esta é a hora de agregar o complemento, antes de enrolar.
Deixe crescer e descansar nas assadeiras até que a bolinha de massa do copo reservado suba à superfície (sinal que deu o tempo de fermentação). Faça um corte com a ponta da faca no comprimento do pão e passe gema misturada com óleo em cada um.
Asse em forno pré-aquecido em temperatura alta pelos primeiros 10 minutos, depois baixe o calor a uns 200º e deixe assar até dourar, cerca de mais 40 a 45 minutos, dependendo do forno.

Maria Inês de Oliveira Chiarion Zecchini é professora de Educação Infantil nesta cidade e autora do livro “Redes-cobrindo – receitas da cozinha bragantina”. Faz parte da Associação dos Escritores de Bra-gança Paulista (Ases), foi membro fundadora da Academia Bragantina de Letras (ABL) de 2005 a 2008, e colunista do jornal Cidade de Bragança de 2005 até 2011.
Até nosso próximo encontro
Para sugestões, críticas e temas para as próximas colunas, escreva para: miocz@yahoo.com.br.
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