O Instituto Medlife está sendo acusado por médicos contratados via OSS (Organização Social de Saúde) de pagamentos atrasados referentes ao mês de junho. Até o mês em questão, a entidade estava à frente das Upas (Unidades de Pronto-Atendimento) Vila Davi e Bom Jesus, bem como do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Nesta semana, a diretoria do instituto encaminhou uma nota oficial à imprensa esclarecendo sua posição sobre o ocorrido. Confira na íntegra:
“Diante da situação exposta a respeito dos pagamentos de equipe médica relativos ao contrato de gestão nº 020/2018, o Instituto Medlife gostaria de esclarecer que não está medindo esforços para que todos os profissionais que prestaram serviços recebam seus vencimentos.
Cabe ressaltar que a Medlife é uma Organização Social, sem fins lucrativos, e que, portanto, não possui receita própria e somente faz a gestão dos recursos que são enviados pela Prefeitura Municipal de Bragança Paulista.
Todos os valores enviados pela municipalidade ao término do contrato foram suficientes para que fossem pagos os salários de funcionários CLT e suas rescisões.
Todavia, o valor do repasse foi insuficiente para o pagamento dos outros compromissos, haja vista que o Instituto Medlife, durante o pior momento da saúde brasileira, a pandemia causada pela Covid-19, aplicou parte do recurso recebido na compra de insumos, medicamentos e pagamento de Recursos Humanos, que aumentaram consideravelmente devido a demanda, o que causou um déficit de recursos.
Com toda a transparência, o Instituto Medlife contratou uma auditoria para efetuar o levantamento de todos os valores ainda a receber, para que possa ser apresentado à municipalidade de Bragança Paulista, a qual já tem ciência desses recursos a serem repassados.
O instituto confia que a Prefeitura de Bragança o fará o quanto antes, permitindo assim que todos os compromissos sejam honrados.
Durante o período de gestão do Instituto Medlife à frente das Upas de Bragança Paulista, a instituição cumpriu à risca seus compromissos diante a seus prestadores, tanto que o requerido de direito é referente ao último mês de prestação de serviços do instituto.
Durante a pandemia de Covid-19, o instituto aumentou sua capacidade de atendimento e de fornecimento de insumos, como EPI`s e medicamentos, o que acarretou prejuízos financeiros aos contratos, defasagem essa já comunicada à Prefeitura, a qual aguardamos a restituição.
Salientamos mais uma vez que a organização não possui verbas próprias e aguarda o repasse por parte do poder público para repassá-lo aos profissionais médicos e outros de maneira imediata.
O Instituto Medlife está à disposição para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários”.
0 Comentários