Matéria publicada na edição de 14 de junho de 2015
O crime aconteceu em novembro do ano passado na sede da Clínica Ypê, onde o interno tinha moradia assistida
O veterinário Édson Iwao Matsuda, 48, acusado de matar o coordenador da Clínica Ypê no ano passado, foi detido por agentes policiais durante patrulhamento de rotina na cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, às 9h de sexta-feira, 12.
Édson estava no Bairro de Perpétuo Socorro e foi abordado por policiais, que lhe pediram os documentos pessoais. Ao entregar o RG, porém, os policiais constataram que a foto não se referia à pessoa abordada e, por isso, conduziram Édson à delegacia.
O documento entregue inicialmente aos policiais era do irmão de Édson.
Na delegacia, foi constatado que Édson portava outros documentos e então foi possível identificá-lo corretamente, bem como constatar que havia contra ele mandado de prisão por homicídio, cometido no Brasil.
De acordo com informações de jornais do Paraguai, Édson estava cursando Medicina na Universidade Sul-americana de Pedro Juan Caballero, no estado de Amambay.
Ele ficou detido pela polícia paraguaia e seria expulso do país nesse sábado, 13, para então ser encaminhado ao Brasil, onde deverá ficar preso até que seja julgado.
O CRIME
Fernando Prado Nogueira, 51, coordenador da Clínica Ypê, foi assassinado com um tiro na cabeça, por volta das 19h do dia 5 de novembro de 2014, na Rua Waldemar Martins Ferreira, no Jardim América, sede da clínica de moradia assistida.
Após investigações, a Polícia Civil apurou que o principal suspeito do crime é o médico veterinário Édson Iwao Matsuda, que tinha o dia livre e à noite retornava para a clínica.
De acordo com o boletim de ocorrência, Fernando havia acabado de chegar à clínica e, logo após, Édson chegou, em seu automóvel Tucson, prata, abordando a vítima ainda na garagem e efetuando um disparo em sua cabeça, fugindo em seguida, levando a arma utilizada.
O sistema de monitoramento da clínica flagrou a chegada do acusado ao local, mas não há imagens da execução, que ocorreu fora do alcance das câmeras. O corpo de Fernando foi removido ao IML para exames necroscópicos e a ocorrência foi registrada no Plantão Central, na época.
No local, foram recolhidos o projétil que transfixou a cabeça da vítima e na rua, em frente à clínica, uma munição intacta de calibre 38.
Na ocasião, informações preliminares deram conta de que a motivação do crime fora um desentendimento entre os envolvidos.
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