Nesta semana, as redes sociais em Bragança Paulista foram tomadas por manifestações de contribuintes que questionam o aumento significativo do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para o ano de 2025. A Prefeitura iniciou a entrega dos carnês de pagamento, e, em alguns casos, o reajuste foi considerado excessivo pela população, gerando revolta, especialmente entre aqueles que já receberam o boleto e notaram a diferença no valor.
Os principais alvos das manifestações foram os vereadores reeleitos, que formam a base do prefeito na Câmara Municipal. No ano passado, esses vereadores aprovaram o Projeto de Lei Complementar 19/2024, proposto pelo então prefeito Amauri Sodré, que trata da concessão de isenções e adequação da legislação municipal do IPTU.
Diante da grande repercussão negativa, a Prefeitura local, por meio das Secretarias Municipais de Finanças, Administração, Governo e Chefia de Gabinete, anunciou que realizará uma reunião na próxima segunda-feira, 10 de março. O encontro será com representantes de corretores, da diretoria da ACIBRAG, síndicos de condomínios e presidentes de associações para esclarecer a revisão da Planta Genérica de Valores e o IPTU deste ano.
A reunião será restrita a representantes dessas entidades de classe e não será aberta ao público. O evento terá início às 16h, na sede da Guarda Civil Municipal (Avenida Francisco Samuel Luchesi Filho, 42 - Júlio Mesquita). A Prefeitura informou que, para participar, é necessário preencher um cadastro no link https://forms.gle/Qk48PB7EtYUrW2Ku6. O cadastro deve conter a entidade representada, além de uma pergunta que será lida e respondida durante a reunião.

Enquanto isso, um movimento popular ganhou força na cidade. Na manhã deste sábado, a equipe do Jornal Em Dia Bragança presenciou que alguns estabelecimentos comerciais no centro da cidade estavam com panfletos colados com o slogan: “Diga não ao aumento abusivo do IPTU em Bragança Paulista”. O material convida a população a participar de uma manifestação marcada para próxima terça-feira, 11, às 14h, na Câmara Municipal.
Os organizadores do protesto pedem para que os cidadãos que não concordam com o aumento compareçam ao local levando faixas, apitos, cartazes e bandeiras. O lema do evento é claro: “Só não podemos ficar parados”, e o objetivo é expressar o descontentamento com o reajuste e pressionar as autoridades a reconsiderarem a medida.
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