Presidente e aliados mantêm o silêncio sobre a tentativa de reeleição frustrada
Neste domingo, 30, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito presidente da República Federativa do Brasil pela terceira vez, feito único desde a redemocratização do país. A corrida eleitoral contra o atual presidente, Jair Messias Bolsonaro (PL), foi a mais acirrada da história: pouco mais de 2 milhões de votos decidiram o chefe do Executivo para o próximo mandato, número menor que o de brancos e nulos, que representaram mais de 5 milhões de eleitores.
VOTAÇÃO E APURAÇÃO
A votação aconteceu em todo território nacional, das 8h às 17h, de acordo com o horário de Brasília. A apuração dos votos começou logo na sequência e foi oficialmente encerrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pouco antes das 20h, confirmando a vitória de Lula. Esta é a primeira vez que um presidente não consegue se reeleger para o segundo mandato.
As eleições gerais de 2022 foram um reflexo da polarização entre apoiadores e opositores, tanto ao candidato eleito, quanto ao governo do atual presidente. Apesar de Bolsonaro ter ganhado em 13 estados e no Distrito Federal, Lula conquistou outros 13, entre eles, todos os estados do Nordeste, Minas Gerais, no Sudeste, e Amazonas, Pará e Tocantins, no Norte do país.
Jair Messias Bolsonaro, que havia se isolado com familiares no Palácio da Alvorada para acompanhar a apuração, se recusou a receber apoiadores e foi dormir cedo, por volta das 22h. Até o momento, o presidente não se manifestou a respeito da derrota, bem como não contestou o resultado, como era esperado por grande parte da oposição.
VITÓRIA DE LULA
O presidente eleito celebrou a conquista em um trio elétrico na Avenida Paulista, na cidade de São Paulo, ao lado da esposa, Rosângela da Silva (Janja), de membros do partido e uma multidão de apoiadores. Em seu discurso, o político abordou diversas pautas, como a diminuição da fome, compromisso com a cultura, equidade salarial entre homens e mulheres que exerçam a mesma função, meio ambiente, povos indígenas, desarmamento, liberdade religiosa, entre outros.
“Essa foi uma vitória de todas as mulheres e homens que amam a democracia, que querem liberdade, que querem um país mais justo. Essa foi a vitória das pessoas que querem mais cultura, que querem mais educação, que querem mais fraternidade, mais igualdade”, comentou Luiz Inácio Lula da Silva aos apoiadores neste domingo.
URNAS BRAGANTINAS
Como previsto, o atual presidente prevaleceu nas urnas bragantinas e terminou a eleição com 66,94% (66.832) do eleitorado da cidade, contra 33,06% (33.003) de Lula. Para as eleições presidenciais, Bragança Paulista teve 2,13% (2.275) votos brancos e 4,24% (4.520) votos nulos. A postura dos habitantes reflete a popularidade de Bolsonaro no estado de São Paulo, bem como nos estados do Sul e Sudeste do país, onde o candidato teve maior número de votos.
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