Fotos: Alessandra de Toledo Santos
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Evento

Maestro João Carlos Martins e vereadora Beth Chedid recebem títulos de Cidadão Bragantino

Na noite da última quinta-feira, 28, a Câmara Municipal de Bragança Paulista entregou mais dois títulos de Cidadão Bragantino: ao maestro João Carlos Martins e à vereadora Beth Chedid. Impossibilitado de comparecer ao evento devido à apresentação no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, o maestro foi representado pela esposa, Carmen Silvia Valio de Araújo Martins.

Participaram da solenidade representantes da Administração, autoridades municipais, o deputado estadual Edmir Chedid, familiares e amigos dos homenageados, imprensa e demais convidados.

O título de cidadão bragantino é a mais alta honraria que o Poder Legislativo pode conceder a pessoas que, embora naturais de outras localidades, reconhecidamente prestam relevantes serviços à comunidade onde vivem e/ou atuam.

Conheça um pouco da trajetória do maestro e da atual presidente da Casa Legislativa.

JOÃO CARLOS MARTINS

O maestro João Carlos Martins foi destaque no Festival de Inverno de Bragança Paulista em 2017 e recebeu a homenagem por indicação da vereadora Beth Chedid.

Natural de São Paulo, João Carlos começou a estudar piano aos oito anos de idade, incentivado pelo pai, que comprou o primeiro instrumento e o inscreveu em um concurso para executar obras de Bach, do qual saiu vitorioso. Seus primeiros concertos chamaram a atenção de toda a crítica musical mundial. Foi escolhido no Festival Casals, dentre inúmeros candidatos das três Américas para dar o Recital Prêmio em Washington. Aos 20 anos, estreou no Carnegie Hall, patrocinado por Eleanor Roosevelt. Tocou com as maiores orquestras norte-americanas e gravou a obra completa de Bach para piano. Foi ele quem inaugurou o Glenn Gould Memorial, em Toronto.

Com história marcada pela superação, o maestro enfrentou a primeira dificuldade durante uma contusão em uma partida de futebol que atingiu o nervo ulnar, que provocou a atrofia de três dedos da mão direita. O segundo desafio para seguir com a carreira artística ocorreu após um assalto em que foi atingido por uma barra de ferro, que resultou em distúrbios ortomoleculares e uma sequela neurológica com comprometimento ao membro superior direito.

Em 2001, João Carlos Martins mostrou que a restrição de mobilidade não seria impedimento para que continuasse a fazer música e gravou o álbum “Só para mão esquerda”, escrito por Maurice Ravel para Paul Wittgenstein, que perdeu o braço direito na Primeira Guerra Mundial. A atuação como regente foi consequência do diagnóstico de Dupuytren, doença que o fez perder os movimentos da mão esquerda.

“Respeito muitíssimo a cidade de Bragança e sou profundamente agradecido ao município. Bragança foi uma das primeiras cidades que me prestigiou no Festival de Inverno, me convidando quando iniciei minha carreira de maestro. Minha mulher estará aí me representando e certamente muito honrada em estar em Bragança em um momento tão importante da minha vida, em que recebo o título de cidadão desta cidade da maior importância do estado de São Paulo”, disse o maestro, em mensagem exibida durante a cerimônia.

A esposa do maestro, Carmen, deixou os agradecimentos a todos em nome do homenageado. “Tenho a honra de dizer, a partir de hoje, que sou casada com um bragantino. O que posso falar do João Carlos? O caminho dele é pautado pela força de vontade dele, mas sabendo que ele tem quem o ilumine. Tenho muita honra de ter compartilhado esses últimos 25 anos da minha vida com ele. É muito bom estar ao lado dele. Como disse o jornalista Gilberto Dimeinstein: ‘João Carlos não vai envelhecer nunca, porque ele se reinventa’. Ele tem uma energia jovem, mesmo com quase 80 anos. Ele tem a mesma esperança de que tudo vai dar certo, como um adolescente. João Carlos se reinventa, tem força e, agora, é um cidadão bragantino. Muito obrigada a todos”, concluiu.

BETH CHEDID

Nascida em São Paulo, Beth Chedid é a segunda filha do casal Juracy Magro Silva e Yzes Maria Campos Silva. Foi funcionária pública por quase trinta anos na Assembleia Legislativa de São Paulo e, atualmente, exerce o segundo mandato de vereadora em Bragança Paulista, quando foi eleita a primeira mulher presidente da Câmara Municipal no biênio 2017/2018 e reeleita para 2019/2020.

A homenageada é viúva do ex-deputado estadual Nabi Abi Chedid, mãe de Marcelo e Patrícia, frutos de seu primeiro casamento, e é avó de quatro netos: João, Matheus, Helena e Maitê.

Disputou a Prefeitura de Bragança Paulista em 2000 e em 2006 foi candidata à deputada federal, recebendo mais de 31 mil votos. Na área social, desenvolveu trabalho de destaque na presidência da Amicri (Associação Amigos da Criança) por mais de dez anos, e atuou na articulação para a instalação de um polo do Projeto Guri, da Secretaria da Cultura do estado de São Paulo, que possibilita o acesso ao aprendizado musical a crianças e adolescentes de Bragança Paulista desde 2002.

No discurso de agradecimento, a presidente Beth Chedid recordou a atuação na área social do município, mencionou amigos, familiares, companheiros de trabalho, o falecido marido, Nabi Abi Chedid, e recordou momentos da trajetória na cidade.  ”Comecei a vir para Bragança Paulista nos anos 90 e de tanto vir, sofri um acidente de carro na rodovia Fernão Dias. Na audiência para tratar do assunto fui convidada para dirigir a Amicre (Associação Amigos da Criança) e por lá permaneci 16 anos. Atuei para a vinda e permanência do Projeto Guri na cidade e, em 2008, fui eleita vereadora para a Legislatura 2009 a 2012. Me frustrei por não ter conseguido fazer nada do que planejava. Solicitava e não era atendida e cheguei a conclusão que era a hora de parar. Depois de um tempo, voltando do trabalho, recebi um telefonema da assessoria do deputado [Edmir Chedid] pedindo que eu viesse a um evento. Fui convencida a voltar à política do município. Fui eleita vereadora e, na sequência, eleita e reeleita para ocupar a Presidência da Câmara. Agradeço a Ritinha [Rita Leme], minha amiga de fé e parceira de vereança pela indicação. Faço um agradecimento especial a Bragança Paulista, por ser o cenário da minha história”, encerrou.

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