Metal on metal

O último dia de janeiro trouxe a Bragança Paulista a edição 2015 do Festival Grito Rock, um dos festivais mais importantes da América do Sul. A cidade já se encontra no circuito do evento há alguns anos, mas, dessa vez o estilo privilegiado foi o metal.

A tarde se iniciou com um grande público “headbanger” já no local para o primeiro show, fato que não acontecia em outros eventos realizados no mesmo espaço. Os garotos do Nuclewar (antigo Nuclear Winter) mostraram a veia da nova geração, influenciados principalmente pelo thrash metal oitentista, com um quarteto em real ascensão musical. Os espectadores se alegravam com covers que eram executados.

O Clan of Madness entrou no palco logo depois, com seu heavy metal tradicional com linhas melódicas. O quarteto mostrou que estava afiado com músicas do seu álbum. O espaço era tomado cada vez mais de fãs, obviamente do Iron Maiden, vindos de inúmeras regiões próximas à cidade. Há muitos anos na estrada e velho conhecido dos bragantinos, o Holder of Souls fez seu set elaborando alguns clássicos do metal.

Até então esta era a sequência de apresentações, porém, muitos não contavam com a participação de Thomas Zwijsen, guitarrista da banda de Blaze no exterior, que executou canções clássicas do Iron Maiden, apenas em violão. Contando com a colaboração dos fãs presentes, as músicas foram cantadas em uníssono, havendo até uma versão para Deep Purple.

Esse foi um intervalo para um suposto descanso, para a entrada da atração principal. Bayley adentrou ao palco pouco antes das 21h e, logo na primeira canção, já incitou os fãs para que o acompanhassem no coro. O som que ecoava das caixas transmitia a ótima qualidade musical do que se via no palco. Blaze agradecia desde o início aos fãs pela presença e era nítida a felicidade dele ali.

Houve espaço para tudo: canções do Maiden, fase solo, músicas como “Kill or destroy” e “Soundtrack of my Life”. A banda que o acompanha é brasileira, integrantes do tributo ao Iron Maiden, e se mostrava afiadíssima. Entre uma e outra canção, as rodas se abriam, em certos momentos até houve tentativas de invadir o palco, mas foram em vão.

É certo que Blaze já não é mais um jovem e também não comete estrepolias como o “eterno vocalista” do Maiden mas, de fato, impressiona pela sua postura de frontman simpático e ainda potente nos seus vocais.

Sim, teve a hora de “Virus”, uma das marcas registradas à frente do Iron. Já se passava mais de uma hora de show e, quando tudo se encaminhava para o fim, Blaze convidou Thomas para interpretar “Fear of the Dark”. E nada mais justo do que encerrar com um dos clássicos de sua fase na Donzela de Ferro, “Man on the edge”!

Finalizando a noite, o Grito Rock mais metal de todos agradou a maioria e deixou rastros para uma nova juventude.

German Martínez

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