Moradores do Nicola Cortez pagarão entre R$ 60,00 e R$ 110,00 de condomínio

Em 1º de junho, a Prefeitura entregou 423 moradias populares do Conjunto Habitacional Nicola Cortez. Composto por 400 apartamentos e 23 casas, até então, não havia sido divulgado publicamente pela Administração, seja no momento do sorteio dos endereços ou da entrega das moradias, a necessidade de pagamento de empresa para administrar os condomínios. Mas a necessidade não só existe como a empresa que vai administrar o conjunto já está definida, será a Futari Administração e Serviços Ltda.

Nesse domingo, 21, foi realizada uma assembleia na Escola Maria Erci Ramos Valle, próximo ao Nicola Cortez e, na ocasião, os moradores foram apresentados à empresa e definiram, em votação, quais os serviços aprovados para cada condomínio.

Em contato com Nílton Valente, da empresa KR Negócios Imobiliários, nessa segunda-feira, 22, o Jornal Em Dia apurou que a Futari foi contratada, com a justificativa de que foi a única que respondeu ao contato feito.

A KR é contratada pela Caixa Econômica Federal para fazer a gestão de empreendimentos do PAR (Programa de Arrendamento Residencial) e do Minha Casa Minha Vida. Conforme explicou Nílton, tais programas vinham enfrentando muitos problemas no Brasil inteiro. No Minha Casa Minha Vida, por exemplo, ele explicou que após a entrega das moradias, os condomínios ficavam “soltos”, sem síndicos, sem CNPJ, conta bancária, ou seja, não atendiam as exigências legais.

Assim, a Caixa decidiu contratar empresas gestoras, como a KR, para realizar esse processo de transição entre a entrega das moradias e a definição de uma empresa administradora.

Nílton disse que a Futari é uma empresa de Bragança Paulista e foi a única a responder seu contato para orçamento. Acrescentou que ela já trabalha para a Caixa em São José dos Campos e apresentou preços que estão dentro daqueles praticados no mercado.

Feitas essas explicações iniciais, Nílton disse que na assembleia realizada nesse domingo, 21, os moradores do Condomínio Nicola Cortez 1, composto por 96 apartamentos, aprovaram a taxa mensal de R$ 70,00.

No Nicola Cortez 2, composto por 64 unidades, a taxa será de R$ 90,00.

Composto por 92 apartamentos, os moradores do Nicola Cortez 3 pagarão taxa de R$ 70,00 por mês.

Já o Nicola Cortez 4 terá a maior taxa, de R$ 110,00, já que conta com apenas 48 unidades.

Moradores desses quatro condomínios aprovaram, ainda, a contratação de um auxiliar de serviços gerais e a automação dos portões, com controles para cada apartamento, a fim de tornar o local mais seguro, já que a implantação de portaria 24 horas está inviável no momento devido aos valores que seriam cobrados.

Os moradores do Nicola Cortez 5 (52 apartamentos) e 6 (48 apartamentos) não aprovaram a contratação de auxiliar de serviços nem a automação dos portões de entrada. Assim, pagarão taxa de R$ 60,00.

O valor cobrirá despesas diversas, como abertura e manutenção de conta bancária, emissão de boletos, cobrança de devedores, elaboração de balancete, troca de lâmpadas queimadas e pagamento de água e luz das áreas comuns.

No caso do Nicola Cortez 4, a taxa condominial será maior que a parcela paga pelos moradores, a qual varia entre R$ 20,00 e R$ 80,00. Sobre isso, Nílton disse que as pessoas têm de parar de ter a ilusão que as coisas caem do céu. De acordo com ele, no contrato assinado com a Caixa, há três obrigações que os contemplados têm de atender: pagar o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano); pagar a prestação da unidade; e pagar o condomínio. “As pessoas já foram contempladas, não ganharam, conquistaram de acordo com a condição social, agora vão ter que se esforçar para pagar o condomínio, a mensalidade, o IPTU, enfim, as obrigações que a moradia acarreta. É preciso aprender a pescar, não só ganhar o peixe”, afirmou, acrescentando que a inadimplência do Minha Casa Minha Vida é alta em todo o país.

A KR Negócios Imobiliários deve se reunir na próxima quinta-feira, 25, com os síndicos, representantes de blocos e tesoureiros eleitos, bem como com representantes da empresa Futari, a fim de dar as orientações pertinentes para a administração dos condomínios de agora em diante.

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