A partir deste sábado, 10, tem início a // Paralela “Êxodo. O Caminho de Volta”. Em sua 4ª edição, a mostra de Arte Contemporânea, que acontece em Bragança desde 2017, aborda a fuga das grandes cidades e o impacto do movimento migratório no modo de ver e viver o mundo. Esse será o ponto de partida para a criação livre das obras que irão compor a mostra e as vivências propostas.
Com destaque nas artes visuais, a programação da // Paralela inclui exposições, painéis artísticos, bate-papos on-line, música, caminhadas e criação de instalação colaborativa, feita com ajuda do público.
A mostra tem o intuito de impulsionar a cultura local, promover o intercâmbio da produção artística, democratizar e facilitar o acesso à arte contemporânea ao público regional. Com isso, consegue promover a diversidade e a troca, convidando artistas de fora e abrindo espaço para os artistas da região.
Conheça mais sobre os artistas visuais que compõem a // Paralela 2021:
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Nascido em 1985, residente da cidade de São Paulo, iniciou a vida artística em 1998 com Graffiti. Desde então, a necessidade constante de aprimoramento fez com que a busca principal para a temática de seus trabalhos fossem suas raízes; encontrou na natureza fortes conexões com sua pintura e o modo de ver o mundo à sua volta. A estética contemporânea e ambiental marca o estilo do artista.
Estudou fotografia no Instituto Europeo di Design em Milão, na Itália. Ingressou no fotojornalismo trabalhando em pequenas agências, cobrindo a crônica policial da cidade. Ainda na Itália, fotografou temas nacionais e internacionais como a guerra na Bósnia. De volta para o Brasil, trabalhou no jornal Estado de S. Paulo, na revista Veja e durante 23 anos no jornal Folha de S. Paulo. Paralelamente ao trabalho na área jornalística, sempre desenvolveu trabalhos de fotografia documental como projeto “O Homem e a Terra”. Atualmente, além de colaborar regularmente nas áreas de fotografia, vídeo e multimídia com a Folha de S. Paulo, fotografa para o The New York Times, desenvolvendo trabalhos para o jornal norte-americano no Brasil.
Moara é ARTivista visual e curadora autônoma, natural de Mairi Tupinambá (Belém do Pará). É tupinambá, de origem da região do Baixo Tapajós. Seu pai é da comunidade rural de Cucurunã/Santarém e a sua mãe de Santarém/Vila de Boim/Rio Tapajós. Atualmente, faz parte do coletivo de mulheres artistas paraense MAR, é sócia do Colabirinto e vice-presidente da associação multiétnica Wyka Kwara. Radicada em Campinas, é artista multiplataforma e utiliza: desenho, pintura, colagens, instalações, vídeo-entrevistas, fotografias, literatura, perfor-mances. Sua poética percorre cartografias da memória, identidade, ancestralidade, resistência indígena e pensamento anticolonial.
Simone Sapienza SiSS é artista plástica desde 1995. Sua história na Street Art começou em 2010 quando conheceu o estêncil. A partir desse encontro, Simone Sapienza virou Siss, a artista urbana, reconhecida pelo seu trabalho recheado de toques ácidos de humor. Suas criações são cheias de ícones e super-heróis, em situações muito humanas e que questionam o observador e seus dogmas, tirando-o de sua zona de conforto e fazendo com que se reconheça na obra, ao mesmo tempo em que o incentiva a buscar em si mesmo a interpretação do que vê. Utiliza o estêncil e a serigrafia (lambe-lambes) em quase todas as suas obras, sobre diversos tipos de suporte. Utiliza muitos textos, de autoria própria, combinando-os com as imagens. Procura abordar em sua arte o conceito paradoxal da mulher moderna, revisitando mulheres antigas que deixaram sua marca e chegaram onde mulheres não podiam chegar.
Laura Gorski é artista visual e educadora. Sua pesquisa envolve a investigação de paisagens por meio do deslocamento, a criação de lugares contemplação e silêncio por meio do desenho e sua relação com o corpo e o espaço. Realizou exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Seus trabalhos integram as coleções do Itamaraty, do Banco Santander, do Centro Cultural Dannemann e do Sesc SP. Como educadora trabalhou na coordenação da Ação Educativa do Instituto Tomie Ohtake, integrou a equipe de coordenação dos ateliês da 29ª Bienal Internacional de São Paulo, foi professora de artes na Escola Castanheiras e trabalhou na Oscip Comunidade Educativa Cedac com formação de professores em diversas regiões do Brasil.

Matias Espacial Picón é natural de Montevidéu, Uruguai, radicado em São Paulo, Brasil, desde 2008. Artista de rua especializado em estêncil, serigrafia e técnicas gráficas, seu trabalho é baseado em vários meios como paredes, adesivos, pôster, camisetas, telas, livros e zines. Arte-educador, dá aulas particulares em seu pequeno ateliê e trabalha para projetos específicos. Foi um dos principais professores do Instituto Choque Cultural, entre 2013 a 2018, atuando em diversos projetos educacionais. Como curador, foi fundador e diretor da Galeria Mutante, na cidade de Atibaia, São Paulo, nos anos de 2011 e 2012, e também membro fundador do Coletivo Casa 30, espaço de arte, em Bragança Paulista, São Paulo, entre os anos de 2013 a 2015.
É quadrinista e ilustrador. Começou a publicar quadrinhos de forma independente aos 11 anos de idade em Piracicaba (SP), escrevendo, desenhando e editando. Mais tarde teve seu trabalho publicado em jornais, revistas, livros didáticos e na web. Participou de produções de teatro, cinema e animação (Vitória-ES). Enquanto artista gráfico, foi convidado para diversas exposições, dentre elas, a Bienal Internacional de Arte 2017 (Vila Nova de Gaia, Portugal), Retrahere (2016) e Exposição Atibaia 350 Anos (2015) pela Incubadora de Artistas, Cardápio Underground (diversas edições), Kabul (São Paulo - 2011). Atualmente, publica HQ em zines, desenhos/pinturas na web e trabalha como ilustrador comissionado.

Artista plástica formada pela Faap e com especialização em design e cerâmica na Inglaterra e nos Estados Unidos, utiliza como inspiração os quatro elementos da natureza: terra, fogo, água e ar. Em seu ateliê, nas montanhas de Bragança Paulista, montou em 2000, uma linha de luminárias que exportou e distribuiu pelo Brasil todo. Seu principal interesse é o efeito curativo das artes. Estuda terapia artística no centro antroposófico Sagres em Florianópolis. Dá aulas de cerâmica, modelagem e aquarela trazendo sempre esse cunho curativo das artes.
Conhecido como “Ne” ou “Davisxavierone,sua traje-toìria nas artes se iniciou por volta de 98 onde conheceu o RAP e o Graffiti. Em meados de 2004, com 14 anos, conheceu o projeto “HIP-HOP Peri”, programa que apresentou o movimento - um núcleo de livre expressão que exercita o respeito às diferenças e onde se aprende sobre Graffiti, Breaking, Deejay ou Rap. Foi deste projeto que nasceu o “Amizade Força Crew”, grupo do qual Davis faz parte até hoje. Davis já atua há 14 anos dentro deste movimento e vem aprofundando sua pesquisa com artistas como Nilo de Medinaceli, Djalma Fernandes, Sergio Prata, Carmelo Gentil, Edmun, Belin, Fabiano Millani.

Brasileira, nascida em Pernambuco, artista autocria-dora, atriz-dançarina, palhaça, mãe e parteira de tambores xamânicos. Formada em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia, esse ano completa 21 anos de atuação nas artes cênicas (Teatro, dança e circo), onde realizou e participou de diversos projetos com base na pesquisa e aprimoramento do trabalho do ator-dançarino a partir do princípio da presença cênica, trazendo o trabalho psicofísico como fonte de conexão, criação artística e de autocura. Co-fundadora do grupo “Oco Teatro Laboratório” (BA), grupo referência internacional em Antropologia Teatral, co-fundadora da Trupe Brincante (grupo de Teatro-Circo), viveu três anos em Pernambuco desenvolvendo uma pesquisa em sua própria ancestralidade e nas raízes e tradições locais e seis anos no Vale do Capão (Chapada Diamantina – BA) desenvolvendo uma imersão de autoconhecimento integrando arte, natureza e espiritualidade, num processo profundo de autocura, trazendo a arte como caminho de transformação pessoal.
Tem 22 anos e nasceu na zona rural de Bragança Pau-lista, no Bairro Morro Grande da Boa Vista. Aos 11 anos, desenvolveu interesses por desenho em papel, depois aprendeu a fazer quadros e a pintar paredes e muros com pincel e tinta.
Educadora, brincante e pesquisadora com mestrado em Ciências Sociais pela Unesp, especialização em Arte-Educação pela Faat e Pedagogia pela Fesb. Desde 2007, atua em coletivos artísticos e culturais de Bragança Paulista que dialogam com a cultura popular brasileira e de processos educativos, formais e não formais, ancorados na arte e no meio ambiente. Desenvolve estudos e projetos envolvendo a cultura popular brasileira, as relações entre sociedade e natureza e infâncias. Publicou os livros “Histórias do mato: memórias de moradores de um bairro rural” e “A menina, o céu e o mar”, pelo projeto Histórias para Navegar – Marear.
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