Bragança Paulista teve na terça-feira, 17, suspensão no fornecimento de água em toda a cidade. O motivo da medida foi a alta concentração de ferro e manganês na água captada. O problema foi detectado pela Sabesp que, em nota enviada à imprensa, nessa quarta-feira, 18, afirmou que a situação se regularizaria até o fim do dia.
No fim de 2014 e início de 2015, Bragança Paulista e outros municípios da região constataram que a água que estava saindo das torneiras apresentava cor, cheiro e até sabor. Na ocasião, foi explicado que a presença de muitos aguapés no Rio Jaguari contribuiu para a diminuição do oxigênio da água e elevação dos níveis de manganês e ferro, que, ao se misturarem ao cloro, usado para o tratamento da água, provocam a coloração do líquido.
Na ocasião, porém, não foi suspenso o abastecimento.
Nessa terça-feira, 17, Bragança amanheceu sem água. O fornecimento foi suspenso porque houve a necessidade, conforme informou a Sabesp, de se fazer uma manutenção emergencial na Estação de Tratamento de Água de Bragança Paulista.
A Prefeitura, em comunicado na tarde de quarta-feira, 18, informou que a paralisação do fornecimento no município se deu em razão de uma alteração no padrão de qualidade da água. “Foram encontrados níveis elevados de ferro e manganês”, apontou.
A previsão da Sabesp era que os serviços fossem finalizados às 14h de terça-feira. Porém, ainda nessa quarta-feira, muitos bairros estavam sem água, inclusive durante a tarde.
Com isso, aulas foram suspensas em várias escolas. Na rede municipal, a Prefeitura explicou que só suspendeu as aulas das unidades em que não havia água suficiente para o consumo dos alunos. Disse ainda que as escolas que funcionam em tempo integral atenderam normalmente os alunos e que, caso fosse necessário, o abastecimento seria feito por carro-pipa.
SISTEMA CANTAREIRA
Também em nota, a Sabesp informou que a partir de agora disponibiliza mais uma forma de visualização do cálculo de medição do armazenamento de água do Sistema Cantareira. Até então, no gráfico e no boletim divulgados diariamente, era apresentado o índice que considera como resultado a divisão entre o volume útil de água armazenado no dia e o volume útil total do sistema. Como exemplo, no dia 17, o índice era de 15,3% (150,6 milhões de metros cúbicos dividido por 982 milhões de metros cúbicos).
Agora, a Sabesp vai apresentar também um gráfico considerando o volume útil e o volume útil acrescido dos volumes autorizados, pelo órgão regulador, referentes às reservas técnicas I e II (182,5 milhões de metros cúbicos + 105 milhões de metros cúbicos, respectivamente), especificando o volume total do sistema para cada situação. Assim, na terça, o índice era de 11,9% (150,6 milhões de metros cúbicos dividido por 1.269,5 milhões de metros cúbicos).
Na prática, o volume armazenado no Sistema Cantareira não muda: atualmente, existem 150,6 milhões de metros cúbicos para abastecer a população.
O volume útil total do sistema Cantareira é de 982 milhões de metros cúbicos. Considerando as duas reservas técnicas, respectivamente, 182,5 milhões e 105 milhões de metros cúbicos, o volume armazenável sobe para 1.269,5 milhões de metros cúbicos.
As duas formas de medição podem ser encontradas no seguinte endereço: http://www2.sabesp.com.br/mananciais/DivulgacaoSiteSabesp.aspx.
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