news-details
Geral

“Nossa Senhora Aparecida representa o rosto materno de Deus”, defende frei André

Responsável pela Paróquia Nossa Senhora Aparecida refletiu acerca da importância da padroeira do Brasil, que tem milhões de devotos dentro e fora do país, e convidou a população para prestigiar a programação em louvor a ela

Na segunda-feira, 12, comemora-se uma das datas religiosas mais importantes do país, o Dia de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, popularmente conhecida como Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil. 

Venerada na Igreja Católica, a santa possui fiéis dentro e fora do país e é representada por uma pequena imagem de terracota de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, atualmente alojada na Catedral Basílica de Nossa Senhora Aparecida, localizada na cidade de Aparecida, em São Paulo.

O dia em que se celebra sua festa litúrgica é um feriado nacional no Brasil desde 1980, quando o papa João Paulo II consagrou a basílica, que é o quarto santuário mariano mais visitado do mundo, capaz de abrigar até 30 mil fiéis.

Para saber mais sobre a padroeira do Brasil e as comemorações que estão realizadas em louvor a ela em Bragança Paulista, o Jornal Em Dia conversou com o frei André Ricardo Zago, da Ordem de Santo Agostinho, responsável pela Paróquia Nossa Senhora Aparecida, que fica na Rua Professor Luiz Nardy, 809, na Vila Aparecida.

A Vila Aparecida, segundo relata o frei, possuía uma pequena capela na casa da família Bigon, na subida da Rua Piracaia, dedicada a Nossa Senhora Aparecida. Em 1960, a família de Domingos Vicchiatti doou o atual terreno da matriz, onde foi construída uma capela, só que dedicada a Santa Filomena, que assim permaneceu até 1977, quando o bispo Dom Misiara elevou a capela em matriz e deu-lhe como padroeira Nossa Senhora Aparecida, fazendo jus ao nome do bairro. “Portanto, a matriz existe há 60 anos, sendo 17 dedicados a Santa Filomena e mais 43 a Nossa Senhora Aparecida”, revela.

De lá para cá, a paróquia se tornou tradicional no município e recebe grande população católica, fiel à figura de Nossa Senhora Aparecida, cuja emblemática imagem tem uma história muito conhecida. “Após os pescadores acharem uma pequena imagem feita em terracota no ano de 1717, no Rio Paraíba, na altura de Aparecida, famílias e pescadores passaram a rezar seus terços e ladainhas, festas e devoções ao redor da imagem, até então localizada em pequenos oratórios particulares. O fluxo de pescadores e barcos de mercadores que utilizavam o Rio Paraíba e o fluxo de pessoas que começaram a ocupar o Vale do Paraíba devido ao plantio de café, da chegada dos trens, etc., fizeram com que a devoção crescesse e se expandisse a ponto de construírem uma igreja maior. Em 1888, a chamada Basílica Velha estava inaugurada e, em 1955, teve início a construção da atual basílica, sendo esta consagrada pelo Papa João Paulo II em 1980”, conta André.


Desde então, milhões de fiéis em todo o mundo depositam sua devoção em Nossa Senhora Aparecida. “É muito comum na tradição católica que a devoção mariana, ou seja, um título de Maria seja comemorado em cada continente, cada país, cada região e até mesmo na maioria das cidades. No Brasil, essa imagem é a imagem de Nossa Senhora da Conceição, de devoção antiga; a imagem provavelmente vinda da Europa e por alguma razão repousando no fundo do rio, ‘apareceu’ aos brasileiros no conhecido milagre da pesca milagrosa. Assim, o título de a Aparecida foi acrescentado ao título da imagem encontrada: ‘Nossa Senhora da Conceição Aparecida’”, explica.

Para o frei, a padroeira do Brasil representa o “rosto materno de Deus”. “Uma mãe próxima dos filhos, a alma feminina que paira na dureza da lida diária. A devoção a Nossa Senhora Aparecida sempre traz a Mãe de Jesus para próximo de nós e sempre nos coloca muito próximos ao seu filho e sua Palavra de Vida”, defende.

Quando questionado por que Nossa Senhora Aparecida tem um número tão grande de fiéis dentro e fora do Brasil, mesmo após tantos anos, André enumera diversos motivos. “Uma devoção é algo bastante espontâneo por parte do povo. No Brasil, houve a devoção da Corte Imperial Brasileira, que motivou os brasileiros à mesma devoção, a chegada dos missionários redentoristas à região de Aparecida, a imprensa escrita e falada daquela época e de hoje mais aperfeiçoada e as Missões Populares foram fatores que contribuíram para isso. A grandeza do santuário, o sistema de alojamento, a beleza e a praticidade que envolvem os devotos também são fatores que contribuem para a devoção, além do coração materno de Deus que envolve todos nós”, pontua.

Para muitos, essa data é vista apenas como um feriado, mas para o frei, ela pode ser vista como um momento de reflexão. “A festa mariana e sua devoção trazem em si a ‘escuta de Deus’, como fez Maria, e a aceitação da ‘Palavra de Deus’ como ela fez; o ‘Sim’ dado a cada momento, num mundo que vive sua história, diferente a cada momento. Sermos fiéis a Deus diante da dor, da sociedade, da necropolítica e da necroecologia”, pondera.

Para manter viva a imagem de Nossa Senhora Aparecida e continuar tocando o coração dos fiéis, a paróquia realiza, anualmente, programação especial em comemoração ao dia de sua padroeira e também padroeira do Brasil. Neste ano, as comemorações tiveram de ser adaptadas devido à pandemia do coronavírus. 

“Em virtude da pandemia, intensificamos a equipe de acolhida com álcool em gel, termômetros digitais, fornecimento de máscaras, caso alguém esqueça, demarcação dos bancos, esterilização do espaço celebrativo após cada missa, transmissão pelo Facebook e, na missa final, será usado um telão de led e uma torre de som para atender a demanda na praça, caso haja essa necessidade”, observa André.

Independentemente das circunstâncias, o frei ressalta a necessidade de se buscar a espiritualidade e o fortalecimento da fé, por isso, deixa uma mensagem a toda a população. “‘Aqui estou, faça-se em mim o que Deus planejou’ foi a resposta da Virgem Maria ao anjo quando Deus a convida a participar do seu plano de amor. A Igreja é uma instituição viva para mostrar o caminho do bem, da paz, da solidariedade em tempos de correrias, de discórdia e sombras. Procure acompanhar uma igreja, seja presencialmente, ou por meio de uma boa transmissão, como nós estamos propondo, viver a fé como for possível neste tempo de pandemia e à medida que tudo isso for passando, a igreja vai retomando sua missão. Participe conosco e juntos, com Maria, vamos até Jesus”, conclui.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO

A programação conta com novena e missa presencial todos os dias, às 19h, até domingo, 11, com transmissão ao vivo pelo Facebook. Também amanhã, a paróquia realiza um almoço beneficente, com comida mineira (arroz, feijão gordo e pernil ao vinagrete).

Ainda no domingo, 11, acontece o Cenáculo com Maria (presencial, sem transmissão on-line), das 15h às 18h, com cânticos, terço, coroação e adoração eucarística.
Na segunda-feira, 12, a igreja estará aberta a partir das 7h para receber os devotos. No dia da padroeira, haverá missa às 8h, 10h, 14h, 16h e 18h30, e procissão às 18h. A missa final será transmitida pelo lado externo da igreja em um telão de led e todas as missas podem ser acompanhadas pelo Facebook.

Confira a programação completa no site: www.portalnossasenhora.com ou no Facebook: @portalnossasenhora. Outras informações podem ser obtidas pelos telefones: (11) 4035-1053 ou (11) 9 4041-3568.

Você pode compartilhar essa notícia!

0 Comentários

Deixe um comentário


CAPTCHA Image
Reload Image