Por Paulo Botelho
Escrever é mais que associar palavras e ideias. É fazer chegar ao leitor uma contribuição efetiva para o seu desenvolvimento intelectual. Para isso, é preciso que o escritor utilize-se de uma linguagem objetiva, interativa, econômica, simplificada e, sobretudo, com alguma iluminação poética. Livros dizem muito a respeito de cada escritor. Aprendi que livros bons ouvem; os ruins falam.
O poeta Mário Quintana escreveu que “livros não mudam o mundo; quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas”. Nada mais correto e oportuno!
Não me lembro bem do ano e do dia, mas foi em agosto – o mais cruel dos meses do ano. Naquele já distante agosto, editei o meu primeiro livro “Moinhos de Vento”. Ele trata de diversificados moinhos a remover com as suas pás: no meio ambiente, na gestão logística, na comunicação empresarial e nas relações interpessoais.
Apesar de ter recebido boas resenhas – generosas mesmo – como a do Dr. Otonelson de Almeida Prado, o livro não decolou como eu esperava. Um tanto pretensioso, eu queria mesmo que Moinhos de Vento vendesse feito pão quente.
Resolvi, então, fazer doações para escolas técnicas e faculdades. E, dia desses, para minha surpresa, recebi um e-mail de um jovem de apenas 14 anos, acho que aluno do Senai. Ele dizia, entre vários elogios, o seguinte: “A professora de português sempre leva para a sala de aula os textos que o senhor escreve. Eu acho que eles são da hora”. Nada mais estimulante!
Aí, acabei achando mesmo que esse meu livro não é de falar, mas de ouvir!
Paulo Augusto de Podestá Botelho é consultor de empresas e escritor. www.paulobotelho.com.br
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