Recentemente, meu netinho Murilo completou seu primeiro aniversário e estamos preparando um momento para celebrar com a família e amigos neste fim de semana. E, do mesmo modo que fiz para meus filhos, para o neto Joaquim e os sobrinhos, estou preparando os doces, inclusive aqueles antigos, que muita gente nem conhece, mas que certamente são os preferidos por aqui.
Além do tradicional brigadeiro, o olho de sogra e o camafeu serão apresentados para essa nova geração e, como estava iniciando o preparo, resolvi trazer aos leitores estas receitas que são simples de fazer, principalmente o olho de sogra verdadeiro, isto é, o tradicional, do tempo da minha avó, quando nem se imaginava existir leite condensado, e sem coco, como muitos fazem atualmente.
O camafeu é uma massa de nozes moídas, açúcar, água e ovos que se cozinha até o ponto de enrolar e depois se passa cada doce na calda de glaçúcar, formando uma casquinha branca por cima (trarei este noutra oportunidade).
E o olho de sogra consiste em ameixas pretas sem caroço, recheadas com uma mistura de gemas cozidas amassadas e misturadas a um pouco de açúcar e baunilha. Ficam no formato de um olho, mas a expressão “de sogra” não sei de onde vem.
Anote, pois certamente o pessoal “sessenta mais” vai gostar de relembrar desse doce tradicional das festas de antigamente.

(Considerando que em cada 100 gramas de ameixas pretas sem caroço vêm cerca de 18 a 19 unidades, você pode calcular a quantia de doces que quer fazer).
- 500 g de ameixas pretas sem caroço (se for tirá-los, use as mãos e não a faca para não cortar demais)
- 12 unidades de ovos cozidos por 8 minutos após abrir fervura (vai usar só as gemas)
- 12 gotas de essência de baunilha (só para tirar o cheiro de ovo – não exagere para não dominar todo o sabor)
- 10 a 12 colheres (sopa) de açúcar (depende do tamanho do ovo)
- Açúcar cristal para envolver as ameixas
Prepare as ameixas, deixando-as com uma abertura para colocar o recheio.
Amasse as gemas já frias com um garfo, junte a baunilha e o açúcar para formar uma massa que consiga modelar na ameixa.
Passe cada doce no açúcar cristal e coloque nas forminhas, de preferência, com uma toalhinha, pois ela solta uma calda.
Se a ameixa for muito grande, divida-a fazendo um doce de cada metade.

Maria Inês de Oliveira Chiarion Zecchini é professora de Educação Infantil nesta cidade e autora do livro “Redescobrindo – receitas da cozinha bragantina”. Faz parte da Associação dos Escritores de Bragança Pau- lista (Ases), foi membro fundadora da Academia Bragantina de Letras (ABL) de 2005 a 2008, e colunista do jornal Cidade de Bragança de 2005 até 2011.
Até nosso próximo encontro!
Para sugestões, críticas e temas para as próximas colunas, escreva para: miocz@yahoo.com.br.
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