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Espaço Católico

Os mandamentos da lei de Deus Os dez mandamentos

Êxodo 20,2-17: 17Não cobiçarás a casa de teu próximo, não desejarás sua mulher, nem seu servo, nem sua serva...

Deuteronômio 5,6-21: 21Não cobiçarás a mulher de teu próximo...Fórmula Catequética: Não desejar a mulher do próximo.

Conforme a tradição catequética católica, o nono mandamento proíbe a cobiça ou concupiscência carnal (cf CIC 2514). No sentido etimológico, a “concupiscência” pode designar qualquer forma veemente de desejo humano. A teologia cristã lhe deu o sentido particular de moção do apetite sensível que se opõe aos ditames da razão humana (CIC 2515).

O coração é a sede da personalidade moral: “É do coração que procedem as más intenções, assassínios, adultérios, prostituições, roubos, falsos testemunhos e difamações” (Mt 15,19). A luta contra a concupiscência da carne passa pela purificação do coração e a prática da temperança (CIC 2517). 

A sexta bem-aventurança proclama: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5,8). A expressão “puros de coração” designa aqueles que entregaram o coração e a inteligência às exigências da santidade de Deus, principalmente em três campos: a caridade, a castidade ou retidão sexual, o amor à verdade e à ortodoxia da fé (CIC 2518).

O Batismo confere àquele que o recebe a graça da purificação de todos os pecados. Mas o batizado deve continuar a lutar contra a concupiscência da carne e as cobiças desordenadas. Com a graça de Deus, alcançará a pureza de coração: 

a) pela virtude e pelo dom da castidade, pois a castidade permite amar com um coração reto e indiviso; 

b) pela pureza de intenção, que consiste em ter em vista o fim verdadeiro do homem; com uma atitude simples, o batizado procura encontrar e realizar a vontade de Deus em todas as coisas;

c) pela pureza do olhar, exterior e interior; pela disciplina dos sentimentos e da imaginação; pela recusa de toda complacência nos pensamentos impuros que tendem a se desviar do caminho dos mandamentos divinos: “A vista desperta a paixão dos insensatos (Sb 15,5);

d) pela oração: “Santa Teresa do Menino Jesus dizia: Para mim, a oração é um impulso do coração, é um simples olhar lançado ao céu, um grito de reconhecimento e amor no meio da provação ou no meio da alegria” (CIC 2520; 2558).

A pureza exige o pudor. Este é uma parte integrante da temperança. O pudor preserva a intimidade da pessoa (CIC 2521). Protege o mistério das pessoas e de seu amor. Convida à paciência e à moderação na relação amorosa; solicita a doação e o compromisso definitivo entre o homem e a mulher. Pudor é discrição e inspira o modo de vestir (cf CIC 2522).

“A Boa Nova de Cristo restaura constantemente a vida e a cultura do homem decaído, combate e remove os erros e os males decorrentes da sempre ameaçadora sedução do pecado. Purifica e eleva incessantemente os costumes dos povos. Com as riquezas do alto ela fecunda, como que por dentro, as qualidades do espírito e os dotes de cada povo e de cada idade; fortifica-os, aperfeiçoa-os e restaura-os em Cristo” (cf GS 58, §4; CIC 2527).

Paulo Trujillo Moreno
Pastoral familiar e litúrgica da Paróquia de São Benedito

Obs.:
CIC: Catecismo da Igreja Católica
GS:  Gaudium et Spes (Conc. Vat. II)

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