O câncer de mama, tema do Outubro Rosa, não é uma exclusividade dos humanos. Cadelas e gatas também sofrem com a doença. Por isso, também é importante que a conscientização proposta pela campanha se estenda aos tutores de animais de estimação.
Sabe-se da importância do diagnóstico precoce para o tratamento e cura do câncer de mama, que é o segundo tipo que mais prevalece entre as mulheres do mundo inteiro. Nos animais domésticos, a prevalência dessa doença está aumentando consideravelmente, o que reforça a necessidade de se falar sobre esse assunto.
A crescente incidência de tumores mamários em cadelas e gatas tem várias razões. Uma delas é a maior expectativa de vida desses animais, que está relacionada a fatores como a nutrição com dietas balanceadas, vacinação em dia, métodos de diagnóstico precoce e tratamentos eficazes.
As neoplasias mamárias correspondem a cerca de 50% dos tumores em cadelas e é o terceiro tipo de tumor encontrado em gatas. São mais frequentemente detectadas em animais de meia idade a idosos.
O aparecimento do tumor é multifatorial. No entanto, fatores hormonais estão intimamente relacionados com o desenvolvimento de neoplasmas, por isso, a castração é o mais importante método de prevenção. E é importante que isso ocorra o quanto antes.
A incidência de tumores mamários em animais castrados antes do primeiro cio é de 0,5%. Já em cadelas castradas após o primeiro cio, o índice aumenta para 8%. E após dois ou mais ciclos, chega a 26%. Cerca de 50% dos tumores em cadelas são malignos. Já nas gatas, apesar de a prevalência da doença ser menor, 80% dos tumores encontrados são malignos.
Alguns estudos apontam que a gravidez psicológica e a utilização de anticoncepcionais em cadelas estão diretamente relacionadas com o aparecimento de tumores malignos, e estes provocam facilmente a metástase do câncer, agravando ainda mais a doença.
A prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais para evitar a instalação dessa patologia e elevar as chances de cura.

Para diagnosticar a doença é preciso detectar a presença de nódulo na mama, o que é possível por meio de contato e toque no animal. Caso sejaencontrado algum “caroço” nas mamas da cadela ou da gata, por menor que seja, é importante que ela seja levada ao veterinário.
No entanto, a existência de nódulos não confirma a presença de tumor maligno. Para isso é necessário que sejam realizados exames específicos.
Em caso de confirmação da existência de tumor maligno, a busca por informações sobre a progressão do nódulo é importante para determinar o tratamento: intervenção cirúrgica ou medicamentosa, por meio de quimioterapia.

A intervenção cirúrgica é indicada na maioria dos casos e ocorre com a retirada do tumor e das mamas adjacentes, podendo ser parcial (apenas uma mama), uma cadeia inteira (unilateral) ou total (as duas cadeias mamárias).
Em casos mais graves e em confirmação de metástase, cabe ao veterinário avaliar a necessidade da cirurgia, sendo indicados para essas situações os tratamentos com quimioterápicos.
A quimioterapia dirigida aos animais visa a qualidade de vida, e não somente o combate à doença. Por isso, o tratamento não costuma causar tantos efeitos colaterais em cadelas e gatas.
Em apenas 20% dos casos há sintomas como enjoos e diarréias, controláveis com medicamentos e em casa. O número de sessões e a frequência da quimioterapia dependem do protocolo adotado pelo médico veterinário.
A alimentação com dietas balanceadas contribui de forma significativa para a manutenção da saúde do pet e, consequentemente, para a redução da incidência de doenças

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