O Catecismo da Igreja Católica (CIC) nos diz que esta expressão não significa um lugar, mas a majestade de Deus. Como entender a palavra majestade? Entenda-se como a sublime presença do Senhor. Assim interpretando, poderemos compreender a alegria e a felicidade na casa do pobre que, com coração humilde e contrito, reparte o pouco que tem. Podemos, portanto, repetir aqui as palavras de dois membros do Magistério da Igreja:
“É com razão que estas palavras ‘Pai Nosso que estais no céu’ provém do coração dos justos, onde Deus habita como que em seu templo. Por elas também o que reza desejará ver morar em si aquele que ele invoca” (Santo Agostinho).
“Os ‘céus’ poderiam muito bem ser também aqueles que trazem a imagem do mundo celeste, nos quais Deus habita e passeia” (São Cirilo de Jerusalém; cf CIC 2794).
Podemos invocar a Deus como Pai porque seu Filho, Jesus Cristo, no-Lo revelou e, a Ele, fomos incorporados e, por Ele, fomos adotados por meio do Batismo, como filhos de Deus (cf CIC 2798).
“Que estais no céu” designa a presença de Deus no coração dos justos (cf CIC 2802).
(Continua)
Paulo Trujillo Moreno
Pastoral Familiar e Litúrgica da Paróquia São Benedito
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