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Palavras de Amor e Vida

Palavras de amor e vida no evangelho dominical

Evangelho de São Mateus 13, 1-9

15º domingo do Tempo Comum – Ano A – 1 Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-se às margens do mar da Galileia. 2 Uma grande multidão reuniu-se em volta dele. Por isso Jesus entrou numa barca e sentou-se, enquanto a multidão ficava de pé, na praia. 3 E disse-lhes muitas coisas em parábolas: “O semeador saiu para semear. 4 Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho, e os pássaros vieram e as comeram. 5 Outras sementes caíram em terreno pedregoso, onde não havia muita terra. As sementes logo brotaram, porque a terra não era profunda. 6 Mas, quando o sol apareceu, as plantas ficaram queimadas e secaram, porque não tinham raiz. 7 Outras sementes caíram no meio dos espinhos. Os espinhos cresceram e sufocaram as plantas. 8 Outras sementes, porém, caíram em terra boa e produziram à base de cem, de sessenta e de trinta frutos por semente. 9 Quem tem ouvidos ouça!” – Palavra da salvação.

“Jesus disse-lhes muitas coisas em parábolas”. As parábolas são histórias que ajudam a ler e compreender toda a missão de Jesus (Bíblia, edição Pastoral, pag. 1286, nota de rodapé). Cada pessoa ou coisa mencionada tem seu significado. O semeador é Jesus. A semente é a Palavra de Deus. O terreno é a humanidade e cada pessoa em particular. O próprio Jesus explica aos seus discípulos o significado da parábola a partir do versículo 18. A) “Beira de caminho”, chão bruto, en durecido pelo pisar dos homens e dos animais, são as pessoas que ouvem a Palavra do Reino e não a compreendem e não procuram compreendê-la, nem quem a possa explicar. Por seu desinteresse, vem o maligno e rouba a semente que foi semeada em seu coração e ele a esquece sem tomar conhecimento. B) “Terreno pedregoso”, sem muita terra nem profundidade, são as pessoas que ouvem a Palavra e logo a recebem com alegria, mas, como não têm raízes profundas, vivem-na apenas naquele momento; quando vem o sofrimento ou a perseguição por causa da Palavra, elas desistem logo.  C) “Terreno cheio de espinhos” são as pessoas que ouvem a Palavra, mas as preocupações do mundo e a ilusão da riqueza a sufocam e elas não produzem frutos.  D) “Terreno bom” são as pessoas que recebem a semente da Palavra, compreendem-na e a colocam em prática. Essas produzem cem, sessenta e trinta frutos.

“Quem tem ouvidos ouça!”. Jesus não impõe nada a ninguém. Por sua liberdade, o ser humano toma as decisões que quiser. Mas responderá por elas. A quem faz a escolha em favor do bem, será dado ainda mais e terá em abundância (v 12a). A quem faz a escolha em favor do mal, até o pouco que tem lhe será tirado (v 12b). Assim se cumprirá o que disse o profeta Isaías: “Havereis de ouvir sem nada entender. Havereis de olhar sem nada ver. Porque o coração deste povo se tor nou insensível” (v 14-15; Is 6, 9-10).

Que terreno, meu amigo e minha amiga, você pretende ser? Terreno bom, com certeza! Esta escolha é decisiva na vida de cada pessoa. Vive-se agora o momento de decidir. Jesus já fez sua parte: veio ao mundo, anunciou a Palavra de Deus e carregou nos ombros os pecados da humanidade. Se houver dificuldade em decidir, lembre-se de uma pessoa muito especial, Maria. Ela soube ser terreno bom onde a semente da Palavra de Deus germinou, cresceu e frutificou cem vezes. Dirija seu pedido a ela para que interceda junto ao Pai e ao Filho Jesus, a fim de que, recebendo os dons do Espírito Santo, cada um seja terreno bom onde as Palavras do santo Evangelho caiam, germinem, cresçam e frutifiquem. Que as sementes sejam adubadas com amor e esperança, regadas com a água viva da fé para que se tornem árvores frondosas cujos ramos, velhos e doentes, sejam podados com a tesoura da caridade para continuarem a florescer e frutificar e, à sua sombra, cresçam os filhos com saúde, sabedoria e santidade. Se assim acontecer, com certeza, serão colhidos os frutos da paz dentro de cada lar.

Somente na Palavra de Deus repousa toda esperança. “Quem tem ouvidos, ouça!”.

Paulo Trujillo Moreno é professor, bacharel em direito, formado em Teologia para leigos e participante das Pastorais Familiar e Litúrgica.

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