A Prefeitura de Bragança Paulista, por meio da Secretaria Chefia de Gabinete, iniciou as tratativas para o município adquirir o prédio que, por muitas décadas, foi o Preventório Imaculada Conceição, patrimônio histórico da cidade.
Na última quinta-feira, 05, o secretário chefe de Gabinete, José Galileu de Mattos, acompanhado da arquiteta Jéssica Oliveira Conceição, esteve reunido com representantes da Fundação Vida e Esperança, Rosene Biazon, diretora geral; Paula R.D. Unger, coordenadora administrativa; Adalberto de Jesus da Silva, advogado; e Ricardo Borges, consultor estratégico.
Após a desativação do Preventório, o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural de Bragança Paulista (Condephac), que é o órgão municipal responsável por definir política de defesa do patrimônio histórico, artístico e cultural da cidade, tombou o prédio declarando-o como patrimônio público, que atualmente está desativado e é administrado pela Fundação Vida e Esperança (FVE), nova denominação da Fundação Obra de Preservação dos Filhos de Tuberculose. A FVE é gerida com o Instituto Claré, missionários claretianos, e é uma congregação católica instalada há mais de 100 anos no Brasil e realiza serviços sociais para atendimento de famílias em situação de vulnerabilidade, dando suporte alimentar, social, psicológico e jurídico.
Segundo o consultor estratégico, Ricardo Borges, a Prefeitura de Bragança, junto com o Ministério Público, demonstrou interesse em dar destinação para este imóvel, que fica na Avenida Antônio Pires Pimentel, no Centro. A FVE reconhece o valor histórico deste imóvel para a cidade, pelo trabalho desenvolvido com a comunidade bragantina, destacando os trabalhos realizados pela Santa Madre Paulina às famílias que ali permaneceram, pelas crianças e jovens que foram educadas nesse local e pelas atenções sociais que foram desenvolvidas às famílias em situação de vulnerabilidade.

“Essa é uma das primeiras tratativas com a Fundação e estamos alinhando esse interesse da Prefeitura para que possamos chegar a um acordo que seja bom para ambas as partes. Ficamos satisfeitos em saber que uma das intenções do Município é utilizar o local para a instalação da Secretaria de Educação, que tem tudo a ver com o que sempre representou este local”, complementou Ricardo.
Uma das exigências da Fundação Vida e Esperança é que a capela Imaculada Conceição seja preservada, sendo que existe uma autorização do Bispo Diocesano para que possa ser revitalizada e utilizada para atividades religiosas, e que os restauros sejam realizados respeitando o tombamento desse patrimônio histórico.
Em 1908, a Fundação Obra de Preservação dos Filhos de Tuberculosos acolhia filhos de pessoas com a doença e, em 1913 implantou o Preventório Imaculada Conceição para abrigar filhos de pessoas carentes da capital paulista com tuberculose. De 82 a 93, as Irmãs de Maria de Schoenstatt de Atibaia dirigiram o Preventório Imaculada Conceição, e na oportunidade acolhiam crianças e adolescentes em situação vulnerável, afastadas da família por ordem judicial. Após a desativação do local, o Condephac considerou o prédio como Patrimônio Histórico e Cultural.
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