Fotos: Renata Theodoro
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Cultura

Projeto “Me dá uma mão” lança catálogo durante live

O projeto “Me dá uma mão” chega à sua conclusão e realiza live na próxima sexta-feira, 9, às 20h, pelo Facebook do Edith Cultura, local que iria receber uma das atividades do projeto, o que não ocorreu devido à pandemia.

Na ocasião, os idealizadores Bia Raposo e Alexandre Beraldo lançam o catálogo do projeto que conta, artisticamente, o processo de produção das obras durante o turbulento período histórico da pandemia.

A reflexão sobre as transformações advindas desse novo contexto e o impacto da pandemia na produção artística e no projeto “Me dá uma mão” serão tema da live “Mão dessa gente que é artista”, em que o icônico artista gráfico, Hilton Merka, residente na Região Bragantina há mais de 29 anos, conversa com os idealizadores. 

Hilton Mercadante (ou Merka): Nascido na Zona Leste de São Paulo, atualmente reside no interior. Trabalha com artes gráficas há quase 40 anos e já ilustrou diversos livros, revistas e material para publicidade. É autor de literatura infantil e história em quadrinhos, até o momento com três livros publicados. Participou das exposições “Ilustrando em revista” – que circulou por quinze capitais do Brasil – e da “Golden Pen”, de Belgrado. Tem também alguns trabalhos nas artes plásticas em que utiliza técnicas de pintura e modelagem. É professor de arte e grande apreciador de linguagens artísticas de todos os tempos, da pré-história à contemporaneidade. 

Bia Raposo: 1979, bader-neira e caçadora de portais. Graduada em Artes Visuais e especialista em arte educação, Bia propõe a construção da relação entre arte e vida para jovens dentro das escolas e fora delas. Trabalha há 17 anos em instituições de ensino formal e em projetos sociocultu-rais como arte educadora, instigando a fruição da arte contemporânea pelo interior de São Paulo. Atua há 20 anos na cena cultural da Região Bra-gantina como artista plástica, curadora independente e provocadora urbana. Em seu trabalho atual, Desespero Tropical, propõe uma analogia entre o ser-humano e as plantas, onde, visualmente, eles se apresentam como um único organismo, ora em conflito, outras em harmonia. 

Alexandre W. Beraldo de Paiva: Artista visual, desig-ner, ilustrador, produtor, fez Desenho Industrial - Programação Visual, Unesp/Bauru-2003. Perdoense, é proprietário da Logika Arte e Design. Integra coletivos artísticos locais: Quatrupe, Tapa e Colheita. Reconhecido na região, venceu vários concursos e editais: Arte Mural das Faculdades Atibaia-tema Trabalhadores: possíveis cérebros independentes (2019); Edital Incubadora de Artistas/Ocupa Atibaia - mural tridimensional Somos todos Fertilizantes (2018), parte externa da Cooperativa de Reciclagem; Edital Ocupa Atibaia (2014), obra Divirta-se Pelo Caminho. É frequentemente convidado para trabalhos de Graffiti, muralismo e design, ex: Espaço Edith Cultura (Bragança Paulista) – identidade visual (Proac 2019); Cras Nazaré Paulista (2017) – oficinas Graffiti. Em Bom Jesus faz, desde 2015, o projeto Doe Um Muro.

O PROJETO

Idealizado pelos artistas visuais Bia Raposo (Bragança Paulista) e Alexandre Beraldo (Bom Jesus dos Perdões), o projeto “Me dá uma mão” foi desenhado com o intuito de potencializar a produção e fruição da arte contemporânea no interior paulista, com ênfase na Região Bragantina. 

Em seu escopo inicial, o projeto mesclava desenho, pintura, performance e modelagem, mural, videoarte, escultura para compor a programação de exposições, oficinas, happe-ning e intervenções urbanas a serem realizadas nas cidades de origem dos artistas que capitaneiam o projeto. Com a chegada da pandemia, o projeto precisou alterar seu formato, por isso, encerrou a exposição inaugural antes do previsto e elencou uma série de novas ações que envolveram 23 artistas da Região Bragantina, para co-criação de 69 obras de arte. 

CATÁLOGO

Mais que um registro das obras e ações do projeto, o catálogo é um objeto artístico, a começar pela capa, produzida manualmente, por meio de stencil, pelos artistas Bia Raposo e Alexandre Beraldo, possibilitando um livro singular para cada mão que o receber. O material aborda o conteúdo artístico produzido pelos artistas, no projeto: desenhos da primeira exposição; telas produzidas durante a quarentena; esculturas táteis em gesso, no formato de mão – resultado das oficinas de modelagem e drive-thru; os murais pintados nos muros externos das escolas parceiras, além do registro dos processos artísticos.

As escolas públicas e asilo participantes do projeto serão contemplados com versões especiais do impresso – com textos, imagens e referências que valorizam saberes, práticas e manifestações artísticas que dialogam com esse público. Bia Raposo é a responsável pela proposta educativa presente no catálogo.

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