Todos precisamos nos alimentar, mas: comemos bem? O que comemos? O nosso ato de comer contribui para a degradação ambiental? Será que a produção de alimentos em massa e a sua distribuição em super e hipermercados apresenta problemas?
A comida é um produto comercial sobre o qual pouco sabemos.
Tem a finalidade principal de dar lucro aos fabricantes e distribuidores, os quais criam “artigos comestíveis” cada vez mais distantes da sua origem.
A saúde alimentar ficou em segundo plano. Nem sabemos a origem dos alimentos.
Poucos sabem como os alimentos são produzidos e poucos leem aquelas letrinhas minúsculas que dizem tudo o que está presente naquele produto. Agora, finalmente, algumas informações importantes estão em destaque e a inserção destas informações foi uma dura e longa batalha realizada por uma ONG, o IDEC (Instituto de Defesa do Consumidor).

Quando comemos alguma verdura ou fruta sabemos se são perenes ou semeados anualmente? Ora-pro-nóbis é perene, couve não é. E a sua suscetibilidade a pragas? Houve aplicação de fungicidas ou outro produto qualquer? De quanta água necessitam para se desenvolver, qual o tempo dispendido até estarem prontos para a colheita, como são distribuídos e há quanto tempo haviam sido colhidos até chegarem à nossa mesa? Pois é, não sabemos nada, nem quantas aplicações de agrotóxicos receberam no seu ciclo de vida e se ainda estão contaminados.
Atrelados à frase “Tempo é dinheiro”, vieram os fast foods, os pratos congelados. E nós embarcamos nessa onda.
Será essa a qualidade de vida que queremos? Ou vamos nos negar a continuar participando desse jogo e começar a fazer diferente?
Mas... o que podemos fazer para, ao mesmo tempo, obter e consumir alimentos mais saudáveis, combater a degradação ambiental e intensificar nossas relações sociais?
É simples, vamos comprar legumes, verduras e frutas locais e da estação, sempre que possível, orgânicos ou agroecológicos, frescos e saudáveis.


Locais, porque reduzimos a emissão de gases gerada pelo transporte e valorizamos os pequenos agricultores da nossa região; orgânicos ou agroecológicos, porque foram cultivados de maneira a não agredir o solo, não provocar erosão e não contaminar as águas; frescos porque ainda mantêm todas as qualidades intrínsecas do alimento, e saudáveis, porque não contêm substâncias deletérias. Sim, deletérias aqui significa agrotóxicos.
Você lembra daqueles “matinhos” que sua avó colhia no quintal e preparava para o almoço da família? Creio que a serralha era o mais popular deles. Você ainda come serralha? Não? É difícil de encontrar, eu sei. Peça na feira para lhe trazerem semana que vem. E peça ora-pro-nóbis também, um alimento completo e riquíssimo em aminoácidos, sais minerais, vitaminas e fibras que pode ser adicionado ao arroz, ao feijão, ao pastelão, a tudo.
Ah, e você também pode fazer uma mini hortinha, em um pneu bem usado, com as crianças.
Completando, se pudermos preparar e consumir os alimentos na companhia de familiares e amigos, aí sim, a refeição estará completa.
Estaremos priorizando a vida em sua plenitude.
Vivian Feres José
Integrante do Coletivo Socioambiental Bragança Mais
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