No fim da tarde da última sexta-feira, 12, a Prefeitura de Bragança Paulista confirmou, por meio de nota, o primeiro caso de varíola dos macacos em Bragança. De acordo com o divulgado, a paciente, uma mulher trans de 25 anos, apresentou os primeiros sintomas em 3 de agosto, em outra cidade.
O laudo do exame PCR foi encaminhado ao Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, e confirmou a suspeita da “monkeypox”, como também é conhecida. A paciente foi orientada pela Divisão de Vigilância Epidemiológica e Controle de Doenças a manter isolamento domiciliar. 8 casos estão sendo investigados.
Na última terça-feira, 9, Atibaia também confirmou seu primeiro caso de varíola dos macacos. Trata-se de um homem jovem que não viajou para o exterior e que cumpre o isolamento em casa.
SOBRE A DOENÇA
Em 26 de junho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) manifestou preocupação com o aumento do número de casos relacionados à varíola dos macacos (monkeypox); já em 23 de julho, passou a considerar a doença uma emergência de saúde pública global.
O vírus é transmitido de várias formas e por isso é necessária atenção com as medidas sanitárias para conter o surto. Um indivíduo pode ser contaminado principalmente por meio de contato com:
- Secreções respiratórias ao falar, tossir ou espirrar;
- Lesões de pele;
- Objetos de uso individual de uma pessoa infectada (roupas, talheres e etc).
Relações sexuais, beijos e abraços, bem como todo o contato íntimo com uma pessoa infectada devem ser evitados. O vírus também é transmitido via placentária (varicela congênita).
Os sintomas incluem febre, dor no corpo, náusea, cansaço, fraqueza e o surgimento de lesões avermelhadas pelo corpo, semelhantes à catapora, que podem evoluir para “bolhas”. É necessário realizar exame para um diagnóstico correto.
Vale ressaltar que apesar do nome, a doença não tem qualquer ligação com macacos. Todas as transmissões, até o momento, são entre seres humanos.
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